Eugênia Lima Denuncia Violência Política Contra Mulheres e Se Prepara para Disputar Vaga na Alepe

“Espaços políticos ainda não estão prontos para mulheres”, afirma vereadora de Olinda

Eugênia Lima discute desafios da política feminina e anuncia plano para investigar coleta de lixo na cidade

A vereadora de Olinda, Eugênia Lima, destacou em entrevista ao programa Debate no Ponto que os espaços políticos ainda não estão adequadamente preparados para a participação feminina. Ela reafirmou seu interesse em concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) nas próximas eleições.

Trajetória política e desafios enfrentados

Eugênia, que se tornou a primeira mulher mais votada na Câmara Municipal de Olinda, atribui seu sucesso a anos de dedicação à política. Entretanto, ela observou que a entrada no legislativo local trouxe à tona uma realidade: as mulheres ainda enfrentam diversas barreiras dentro da política institucional.

“Quando chegamos ao parlamento, percebemos que esses espaços ainda não estão preparados para as mulheres”, comentou.

A vereadora relacionou o aumento da violência política de gênero com o clima político conturbado do país. Ela criticou a forma como algumas mulheres são silenciadas e desrespeitadas durante suas atuações. Em sua própria experiência, relatou momentos em que foi silenciada durante as sessões legislativas.

Violência política e feminicídio

Eugênia também abordou a crescente violência contra as mulheres na sociedade, vinculando-a à violência política. “Estamos enfrentando uma epidemia de feminicídios, que é refletida também na violência política”, ressalvou.

Para ela, a presença feminina na política deve ir além da quantidade. É preciso garantir um espaço para a defesa efetiva de políticas públicas que melhorem a vida das mulheres.

Coleta de lixo e cultura em Olinda

Outro ponto abordado na entrevista foi a crise na coleta de lixo em Olinda. Eugênia está articulando a formação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o serviço em andamento, já contando com quase três mil assinaturas de apoio.

Além disso, a vereadora criticou a falta de eficiência nas políticas culturais da cidade, destacando que artistas enfrentam atrasos nos pagamentos de cachês referentes ao Carnaval. “Como o Elefante de Olinda recebeu o pagamento em dezembro de 2025 para o Carnaval desse mesmo ano?”, questionou.

Eugênia defende que a cultura deve ser encarada como uma política pública de caráter permanente, ressaltando seu impacto econômico.

Candidatura e visão sobre políticas públicas

Quanto à sua possível candidatura à Alepe, Eugênia afirmou que a discussão está em andamento. Ela deseja expandir o modelo de participação popular que está implementando em seu mandato para todo o estado.

Ela enfatizou a necessidade de estabelecer políticas públicas focadas no combate ao feminicídio, geração de renda, habitação e na redução das desigualdades sociais. "O feminicídio é um problema do machismo estrutural, que precisa ser enfrentado com diálogo e conscientização”, ressaltou.

Cenário político e propostas

Na análise do futuro político, Eugênia expressou seu apoio ao PT e à Frente Popular, reiterando aliança com figuras como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Humberto Costa. Ela criticou a polarização política que se concentra apenas em nomes, sugerindo que o foco deve ser na discussão de propostas concretas.

Por fim, a vereadora reforçou a importância da participação popular na democracia, afirmando que “não existe democracia sem a escuta ativa do povo”.

Confira a entrevista completa

Link para a entrevista


Autora: Leticia Lima
Jornalista diplomada pela Uninassau

Fonte: blogpontodevista.com