Exército dos EUA Testa Drones para Missões de Desobstrução no Campo de Batalha
Inovação busca reduzir riscos para os soldados em operações militares exigentes
O Exército dos Estados Unidos está adoptando uma abordagem inovadora para aumentar a segurança das tropas em missões de desobstrução, uma das mais perigosas em combate. Em vez de enviar soldados para enfrentar obstáculos inimigos, como arame farpado, o Exército está realizando testes com drones de carga pesada.
Operação em Idaho
Recentemente, engenheiros do Exército da Guarda Nacional do Oregon testaram a entrega de um tubo explosivo por meio de um drone, com o objetivo de limpar um caminho em defesas simuladas. A operação aconteceu no Centro de Treinamento de Combate Orchard, em Idaho, onde soldados da Bravo Company, do 741º Batalhão de Engenheiros, lançaram um torpedo Bangalore ao céu, enfrentando ventos fortes de até 40 km/h.
Os soldados manipularam o drone e detonaram os explosivos, buscando cobertura enquanto a munição abria um caminho pela barreira de arame. A manobra foi resultado de meses de trabalho da equipe de drones do batalhão, liderada pelo Tenente-Coronel Eric Zimmerman, que visava explorar como drones comerciais poderiam ser usados para operações de desobstrução.
Empreendimento Pioneiro
Pelo que se sabe, essa tática ainda não havia sido utilizada no Exército dos EUA. A busca por soluções inovadoras foi influenciada pelo uso efetivo de drones nas batalhas da Ucrânia, como constatou Zimmerman: "Assistir à inovação na guerra na Ucrânia nos inspira a melhorar e pensar grande."
Essa nova abordagem se alinha com um crescimento geral na utilização de drones para tarefas perigosas. Neste mês, unidades do 101º Divisão Aerotransportada utilizaram drones para lançar ganchos e munições impressas em 3D para quebrar cercas de arame farpado.
Tecnologia e Segurança em Foco
Durante os testes, o grupo de engenharia priorizou a segurança ao usar munições de treino antes de passar para explosivos reais. O drone utilizado, o Mule 28, desenvolvido pela Lorica Technologies, foi escolhido por sua capacidade de carregar até 90 kg e por suas funcionalidades, incluindo inteligência artificial para otimizar a entrega.
"O maior produtor de baixas entre os engenheiros do Exército é a tarefa de desobstrução", afirmou o Tenente Andrew Lucas, co-líder da equipe. "Se conseguimos entregar um dispositivo com um drone de 40 mil dólares, ao invés de arriscar a vida de soldados, isso vale a pena."
Visão Futura
Os próximos passos incluem a integração de inteligência artificial em protótipos do Mule 28, com a ambição de que os drones possam operar de maneira autônoma, identificando e eliminando obstáculos sem intervenção humana. Isso poderia eliminar o risco de interferência durante as missões.
Com inovações como esta, o Exército dos EUA demonstra seu compromisso em adotar tecnologias que protejam seus soldados, mantendo-se à frente em um campo de batalha em constante evolução.
Fonte: www.defensenews.com








