Estônia Receberá Fábrica de Munições de Grande Calibre com Investimento Sueco
O projeto, avaliado em €300 milhões, é um marco na indústria de defesa do país e visa aumentar a capacidade de produção local.
A Estônia se prepara para receber um investimento significativo no setor de defesa, com a construção de uma fábrica de munições de 155 milímetros na região nordeste do país. O ministro da Defesa da Estônia, Hanno Pevkur, confirmou que um acordo foi firmado com uma companhia sueca para erguer a planta no parque industrial de Põhja-Kiviõli. O montante destinado ao projeto é de pelo menos €300 milhões (cerca de US$ 346 milhões).
Foco na Produção Militar Local
A nova fábrica será responsável pela produção de munições de diversos alcances, incluindo curto, médio e longo. Embora o nome da empresa ainda não tenha sido oficialmente revelado, especulações apontam para a Bofors, uma renomada produtora sueca de artifícios de guerra que pertence ao grupo BAE Systems.
Representantes da BAE foram contatados, mas não confirmaram nem negaram sua participação. O porta-voz Matthew Knowles destacou a importância da Estônia como parceira, mas se absteve de dar mais detalhes, indicando que informações adicionais seriam divulgadas apenas após a formalização do contrato, prevista para abril.
Expansão da Indústria de Defesa Estoniana
A fábrica de Põhja-Kiviõli faz parte de um esforço maior para expandir a indústria de defesa do país, que está aumentando sua capacidade de produção em resposta à invasão russa na Ucrânia e à escassez de munições. Outras iniciativas já estão em andamento, como a instalação de quatro empresas no parque industrial de Ermistu, em Pärnumaa, incluindo a Odin Defence e a Nitrotol. As operações dessas empresas devem começar em 2027.
Além disso, a Estônia criou a Hexest AS, uma empresa estatal que produzirá explosivos RDX, essenciais para o enchimento das munições de 155 mm, com operação prevista para 2028. O país, que faz fronteira com a Rússia e possui um dos mais altos índices de gastos com defesa no âmbito da OTAN, está investindo na capacidade de produção nacional como resposta às ameaças externas e à dependência de fornecedores limitados.
Fonte: www.defensenews.com








