Flávio Bolsonaro promete intensificar combate ao crime organizado durante campanha
Candidato à Presidência se junta a Douglas Ruas e envia recado direto ao tráfico e milícias
Na última sexta-feira (9), durante um evento na Ilha Itanhangá, na Barra da Tijuca, o senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL, declarou que ele e o deputado estadual Douglas Ruas (PL-RJ) estão decididos a “declarar guerra” ao crime organizado no Brasil, com ênfase em grupos como o Comando Vermelho e o PCC.
Flávio Bolsonaro conversou com jornalistas após reunir apoiadores e políticos, reafirmando sua posição contra o tráfico de drogas e as milícias que, segundo ele, operam em diversos estados, incluindo Rio de Janeiro e São Paulo.
Controvérsias e Críticas
O passado de Flávio gerou polêmicas. Em 2003, como deputado estadual, ele propôs uma moção de louvor ao miliciano Adriano da Nóbrega, que mais tarde recebeu a Medalha Tiradentes a partir de uma iniciativa sua. Além disso, sua ligação com a milícia tem sido questionada, especialmente pelo fato de ter empregado no seu gabinete a mãe e a esposa de Adriano. Flávio também é acusado de alocar uma emenda de quase R$ 200 mil para um projeto esportivo, a pedido de Robson Calixto, o miliciano conhecido como Peixe, condenado pelo envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco.
Douglas Ruas, filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson (PL), também vive sob a sombra de acusações. Em 2008, o relatório final da CPI das Milícias da Alerj mencionou seu pai como um dos líderes da milícia na região, embora Ruas negue as alegações.
Compromissos com a população
Durante o ato, Flávio assegurou que os boatos sobre a privatização da Petrobras são infundados e negou que acabaria com o Bolsa Família, afirmando que aumentos de gastos sociais são parte do seu plano. Ele expressou gratidão pelo apoio do candidato derrotado à Presidência Augusto Cury (Avante) e mencionou que continua dialogando com outros partidos.
No entanto, ele enfrenta críticas em relação a um corte proposto no orçamento do programa Farmácia Popular. O governo de Jair Bolsonaro, do qual Flávio faz parte, sugeriu uma redução de 59% na verba destinada, um corte que provocou desconfiança em relação ao compromisso do senador com os programas sociais.
Sua coordenadora econômica, Daniella Marques, indicou a intenção de reduzir ministérios e gastos públicos, levantando novos questionamentos sobre possíveis mudanças que afetariam a população mais vulnerável. Em outubro, uma reportagem da Folha de S.Paulo revelou que sua equipe estava estudando medidas que poderiam gerar uma economia significativa, mas a campanha negou que essas propostas fossem posições firmes do candidato.
O cenário político se intensifica à medida que as eleições se aproximam, e as promessas de combate ao crime e a gestão econômica do futuro governo estão em evidência.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br







