França Considera Manter Porta-aviões Charles de Gaulle em Serviço Após 2038: Impactos e Oportunidades

França Avalia Extensão da Vida Útil do Porta-aviões Charles de Gaulle até 2038

Decisão pode influenciar a presença naval do país e a introdução de um novo porta-aviões

A França está considerando a possibilidade de prolongar a operação do porta-aviões nuclear Charles de Gaulle além da sua aposentadoria prevista para 2038. À frente da discussão, o Chefe de Estado-Maior da Marinha Francesa, Almirante Christophe Cluzel, apresentou essa ideia durante uma audiência no Parlamento, destacando a importância de ter uma frota com dois porta-aviões.

O Charles de Gaulle, que é o único porta-aviões nuclear em atividade fora da Marinha dos Estados Unidos, deverá ser substituído por um novo navio, chamado France Libre, conforme planejado. Durante uma reforma significativa programada, a Marinha avaliará a viabilidade de manter o Charles de Gaulle em operação, com base nas condições dos sistemas a bordo e na propulsão nuclear.

Impactos da Operação do Charles de Gaulle

Atualmente, a França enfrenta um desafio logístico ao contar com apenas um porta-aviões. O Charles de Gaulle precisa passar por manutenções periódicas, o que limita a capacidade operacional da frota. Isso levanta questionamentos frequentes entre os legisladores sobre a necessidade de um segundo porta-aviões.

No entanto, a principal barreira para a aquisição de um novo navio é o custo estimado em cerca de 10 bilhões de euros (aproximadamente 11,2 bilhões de dólares), suficiente para construir várias fragatas novas. O Almirante Cluzel mencionou que a presença de dois porta-aviões aumentaria a capacidade de alerta contínuo da Marinha, especialmente a partir do porto de Toulon, mas deixou claro que essa decisão é política e não lhe cabe a escolha.

Sobreposições e Planejamento para o Futuro

É previsto que o France Libre e o Charles de Gaulle operem juntos por dois anos, de 2036 a 2038. Esse período de sobreposição é considerado essencial para garantir uma transição suave de habilidades e operação, já que será a primeira vez desde os anos 90 que a França terá dois porta-aviões em serviço simultaneamente.

O novo France Libre terá 310 metros de comprimento e um deslocamento de cerca de 80 mil toneladas, superando as dimensões do Charles de Gaulle. Este porta-aviões atual pode transportar até 40 aeronaves, principalmente caças Rafale, além de dois E-2C Hawkeye e helicópteros.

Estudos de Viabilidade e Catapultas Eletromagnéticas

As investigações sobre a extensão da vida útil do porta-aviões focarão principalmente no desgaste dos núcleos do reator e na capacidade de operar com mais eficiência. Os resultados são esperados para 2029 e determinarão o futuro do Charles de Gaulle.

Além disso, a França mantém o plano de equipar o France Libre com catapultas eletromagnéticas, apesar de algumas polêmicas recentes nos EUA sobre o tema. O Almirante Cluzel elogiou a confiabilidade destas catapultas que já realizaram cerca de 40 mil lançamentos, com uma taxa de disponibilidade de cerca de 98%.

O Papel do France Libre na Segurança Nacional

Com a crescente contestação de superioridade aérea e marítima, o almirante enfatizou a importância de um porta-aviões como o France Libre para restauração do domínio nesses espaços. Ele ressaltou que o objetivo é garantir que a Marinha tenha a capacidade de operar com eficácia em um ambiente cada vez mais desafiador.

As discussões sobre o futuro da Marinha Francesa e a aquisição de novos equipamentos, como o França Libre, sinalizam um compromisso com a modernização e a manutenção da força naval do país.

Fonte: www.defensenews.com