Futuro da Aviação Militar: A Força Aérea dos EUA Revela Necessidades da Frota de Caças até 2035

Força Aérea dos EUA planeja aumentar frota de caças até 2035

Meta é alcançar 1.509 aeronaves de combate, incluindo novos modelos, para atender necessidades estratégicas.

A Força Aérea dos Estados Unidos divulgou um relatório que revela a necessidade de aumentar sua frota de caças para 1.509 aeronaves de combate até 2035. A informação foi apresentada por autoridades militares em uma coletiva de imprensa no Pentágono, no dia 20 de outubro.

Composição da frota futura

O relatório indica que os caças F-35 representam a maior parte da frota, com previsão de compor cerca de 40%, um aumento em relação aos 30% atuais. Os F-22 e seu sucessor, o F-47, devem somar cerca de 20%. A divisão restante de 40% será compartilhada entre os F-15 e F-16.

É importante ressaltar que o planejamento não inclui os A-10, que não estão nos projetos da Força Aérea para o horizonte de 2035. O vice-chefe de Planejamento da Força Aérea, tenente-general David Tabor, explicou que essa previsão se baseia nas necessidades apresentadas pelos comandantes regionais para o cumprimento de missões com risco médio, ou seja, onde as forças conseguem alcançar seus objetivos, mas podem enfrentar dificuldades em operações prolongadas.

Análise e ajustes no planejamento

Apesar de a análise ter começado antes do conflito com o Irã, Tabor destacou que a cifra de 1.509 pode ser alterada conforme o cenário global, novas exigências e o avanço tecnológico. Para atingir essa meta, a Força Aérea dependerá do apoio do Congresso para financiamentos e da capacidade de produção de empresas como Lockheed Martin e Boeing.

Financiamento e aquisição de novos caças

O orçamento fiscal de 2027 já contempla a aquisição de 62 caças – 38 F-35 e 24 F-15EX –, com um investimento de $2,34 bilhões para a compra de 14 dos F-35. Essa quantia está ligada a um projeto de reconciliação orçamentária, que poderia ser aprovado com maioria simples no Senado. Caso essa proposta não avance, a Força Aérea poderá redirecionar verbas de outros programas ou adiar compras para 2028.

Além disso, a Força Aérea busca contratos de múltiplos anos para os F-35 e F-15EX, uma decisão que ainda aguarda a aprovação do Congresso. Tabor enfatizou que essa estratégia de contratos pode proporcionar à indústria a estabilidade necessária para aumentar a produção de aeronaves.

Futuro das aeronaves e novas tecnologias

Os antigos F-16 devem encerrar suas atividades na metade da década de 2030. A Força Aérea ainda não tomou uma decisão sobre a aquisição de um novo caça, possivelmente denominado F-16G, e essa escolha pode ser adiada para o orçamente fiscal de 2028.

Vale destacar que o número de 1.509 caças não considera os Aeronaves de Combate Colaborativas (CCAs), drones que atuarão como "ajudantes" dos caças tripulados. A Força Aérea pretende implementar 500 CCAs até 2032, e a expectativa é que esses drones possam influenciar as necessidades futuras de caças ao longo do tempo.

Com essas mudanças, o futuro da aviação militar nos Estados Unidos está em constante evolução, buscando sempre adaptar-se aos novos desafios e demandas do cenário global.

Fonte: www.defensenews.com