Generais Propõem ao Congresso: A Necessidade de 100 Novos Caças por Ano para a Segurança Nacional

Adjutantes Gerais da Guarda Aérea Nacional Pedem Reestruturação da Frota de Caças dos EUA

Generais se unem para solicitar financiamento multianual para aquisição de novos jatos de combate

Em uma iniciativa inusitada, 22 generais da Guarda Aérea Nacional dos Estados Unidos assinaram uma carta direcionada ao Congresso, clamando por um investimento robusto na modernização da frota de caças da Força Aérea. O documento, enviado em 1º de abril, pede a aprovação de um financiamento multianual para a compra anual de 72 a 100 novos jatos, entre os quais os avançados F-35A Lightning II e F-15EX Eagle II.

Necessidade urgente de novos caças

A carta destaca a urgência dessa demanda, mencionando que a Força Aérea dos EUA é a mais antiga, a menor em tamanho e a que menos prontidão possui em seus 78 anos de existência. “Precisamos construir uma força de combate que seja vitoriosa”, afirmam os generais, enfatizando a gravidade da situação.

Este movimento marca um passo importante, sendo a primeira vez que todos os 22 adjutantes gerais que comandam unidades de caça da Guarda assinam um pedido unificado, refletindo preocupações operacionais significativas em relação à capacidade de combate.

Impacto da falta de modernização

Os generais alertam que, mesmo que o financiamento de 100 novos caças anualmente seja aprovado, a completa modernização da força pode levar de 10 a 15 anos, devido à atual defasagem de aeronaves antigas. “Nossos pilotos estão fazendo um trabalho heroico, mas estão arkando o preço por décadas de modernização adiada”, afirmou o Brigadeiro-General Shannon Smith, comandante da Guarda Aérea Nacional de Idaho.

Atualmente, 13 das 24 esquadrões de caça da Guarda não possuem um plano de recapitalização que atenda as necessidades do plano de Defesa Nacional de 2026. Estima-se que a Força Aérea precise de pelo menos 72 caças por ano apenas para manter sua capacidade atual.

Pedido claro para o Congresso

A carta conclui que financiar abaixo da quantidade necessária significa não apenas evitar a diminuição da frota, mas uma redução ativa da capacidade de combate. “Qualquer quantidade abaixo de 72 jatos por ano implica em aceitar um risco maior”, disse o Brigadeiro-General Smith, reiterando a importância de corresponder às exigências da Estratégia Nacional de Defesa.

A Guarda Aérea Nacional está priorizando esta reestruturação como uma questão legislativa essencial para as deliberações de defesa para o ano fiscal de 2027, esperando que sua mensagem clara ressoe no Capitol Hill e leve a mudanças efetivas.

Fonte: www.defensenews.com