Greve dos Transportadores na Bolívia: Estradas Bloqueadas e Crise de Combustíveis Afloram o País

Transportadores paralisam Bolívia em protesto contra falta de combustíveis

Greve afeta várias cidades e rodovias devido à má qualidade do combustível e escassez

Na manhã desta terça-feira (5), motoristas de transporte público na Bolívia promoveram uma paralisação em diversas cidades, bloqueando rodovias como reação à escassez e à qualidade do combustível no país. A mobilização, que afetou áreas como La Paz, El Alto, Sucre, Cochabamba e Oruro, foi confirmada por representantes da imprensa local.

Cidades sem tráfego

A capital, La Paz, viu suas ruas se tornarem quase desertas, com a maioria dos ônibus, micro-ônibus e táxis aderindo à greve. De acordo com a Administradora Boliviana de Carreteras (ABC), mais de 70 pontos de bloqueio foram registrados ao longo das estradas bolivianas, demonstrando a magnitude do protesto.

Demandas dos transportadores

Os motoristas exigem do presidente Rodrigo Paz, que assumiu em novembro de 2022, um abastecimento regular e de qualidade de combustíveis. Em declarações à imprensa, Lucio Gómez, representante da Confederação de Motoristas da Bolívia, destacou que a paralisação é uma resposta ao "descumprimento de todos os acordos" previamente estabelecidos com o governo. Nos últimos meses, a gasolina contaminada causou prejuízos a milhares de veículos, o que levou os motoristas a solicitar também melhorias nas rodovias.

Desafios do governo

Desde que o presidente Paz tomou posse, a promessa de normalizar o abastecimento de combustíveis e acabar com as longas filas nos postos de gasolina ainda não foi cumprida. A política de subsídios implantada nas gestões anteriores, que durou mais de uma década, esgotou os dólares necessários para importação, resultando na pior crise econômica do país em 40 anos. Apesar de Paz ter eliminado os subsídios em dezembro passado, os problemas no abastecimento permanecem.

Contaminação do combustível

Lucio Gómez comentou que as filas para abastecimento retornaram, e a gasolina de qualidade inferior ainda compromete o transporte. O governo, por sua vez, apresentou diversas versões sobre as causas da contaminação, alegando a existência de máfias internacionais, sabotagens ou falhas de armazenamento.

Uma paralisação sem fim à vista

Gómez indicou que a paralisação será "escalonada" e se prolongará até que o governo atenda às demandas dos motoristas. Os transportadores seguem em busca de soluções que restauram a confiança no abastecimento e na qualidade dos combustíveis no país.

Fonte: www.folhape.com.br