Hanwha Revela Planos para Veículo Blindado com Laser Antidrones: A Revolução Militar do Futuro

Polônias e Países da OTAN Buscam Capacidade de Defesa com Laser Móvel da Coreia do Sul

Novo veículo blindado com laser de 50 kW promete ser uma solução econômica para o combate a drones.

Durante a feira de defesa MSPO, realizada em Kielce, Polônia, a Hanwha, uma empresa sul-coreana, apresentou um inédito veículo blindado equipado com um laser de 50 kW. O produto chega em um momento em que países do flanco leste da OTAN buscam maneiras acessíveis de fortalecer suas defesas contra drones.

Tecnologia Avançada e Custo-Efetivo

No primeiro dia do evento, em 8 de setembro, representantes da Hanwha destacaram que o veículo é uma versão mais potente do laser Cheongwang, utilizado pelas Forças Armadas da Coreia do Sul desde 2024. O Cheongwang já foi implementado em locais estratégicos, como nas imediações da Casa Azul, sede do governo sul-coreano.

Hyungun Park, gerente da equipe de sistemas a laser da Hanwha, afirmou que a empresa está em negociações com diversos países da Europa, Ásia e Oriente Médio para a possível exportação do sistema. Um dos principais atrativos do Cheongwang, segundo Park, é o custo de cada disparo, cerca de 2.000 won coreanos (aproximadamente R$ 7,50), tornando essa tecnologia uma opção financeiramente viável para o combate a drones.

Inovação em Mobilidade

Para atender à demanda por uma solução de laser móvel que consiga rastrear alvos em alta velocidade, a Hanwha integrou sua tecnologia a uma plataforma sobre rodas, usando o veículo blindado Tigon, que possui tração em oito rodas. "Estamos desenvolvendo um protótipo do veículo blindado equipado com laser de 50 kW. A produção em série está prevista para o final de 2027", revelou Park.

A crescente necessidade de modernização das capacidades de defesa na Europa, especialmente em meio a tensões geopolíticas, torna a proposta da Hanwha especialmente relevante. A expectativa é que esse novo sistema contribua para aumentar a segurança e a eficácia das operações de defesa nos países afins.

Fonte: www.defensenews.com