Impacto da Guerra no Irã: Nações Bálticas se Preparando para Atrasos nas Remessas de Armas dos EUA

Possíveis Atrasos em Entregas de Armamentos aos Estados Bálticos por Conflito no Irã

Premiês da Estônia e da Lituânia confirmam que os EUA sinalizaram mudanças nas entregas de armamento devido à guerra no Oriente Médio.

Em uma coletiva de imprensa realizada no último dia 17 de abril, os primeiros-ministros da Estônia e Lituânia, Kristen Michal e Inga Ruginienė, respectivamente, informaram sobre a possibilidade de atrasos nas entregas de armas e munições dos Estados Unidos para os três países bálticos. Essas mudanças estariam ligadas ao emergente conflito no Irã.

Alinhamento com os EUA

Kristen Michal ressaltou que os Estados Unidos, reconhecidos como o maior aliado dos Bálticos, já comunicaram sobre a situação. “Estamos em contato próximo para discutir como lidar com esses desafios de fornecimento”, afirmou. Apesar das incertezas, o primeiro-ministro estoniano enfatizou a importância das tropas americanas na região e a força das relações bilaterais.

Inga Ruginienė também comentou que até o momento não há um grande problema em relação às entregas planejadas de equipamentos militares norte-americanos, mas confirmou que mudanças nos prazos foram notificadas a Vilnius. “Compreendemos que alguns prazos estão sendo alterados,” disse.

Reação da Letônia

A primeira-ministra da Letônia, Evika Siliņa, acrescentou que seu governo ainda não recebeu informações oficiais dos EUA sobre alterações nas entregas, mas mostrou preocupação ao afirmar que estão monitorando a situação de perto.

Impacto nas Forças Armadas da Estônia

No dia seguinte à coletiva, o ministro da Defesa da Estônia, Hanno Pevkur, expressou suas principais preocupações quanto às possíveis demoras na aquisição de munição para os Sistemas de Foguetes de Artilharia de Alta Mobilidade (HIMARS). Este sistema é crucial para a modernização das forças armadas do país. A Estônia já recebeu seis unidades encomendadas em 2022 e, recentemente, fez uma nova aquisição de três unidades com entrega prevista para 2027.

“Sabemos que as entregas de munição foram suspensas, e estamos buscando informações para entender se isso afetará todos os aliados ou se haverá exceções,” afirmou o ministro. Ele acrescentou que, se os atrasos se prolongarem, alternativas precisarão ser consideradas. Embora seja teoricamente possível utilizar munição de outros fabricantes, isso exigiria autorização da Lockheed Martin e do governo dos Estados Unidos.

Estônia, Letônia e Lituânia têm se preparado para fortalecer suas defesas, especialmente com a aquisição dos HIMARS, uma peça chave na estratégia militar da região. A situação atual levanta preocupações sobre a capacidade de resposta dos países bálticos em um tempo de incertezas geopolíticas.

Fonte: www.defensenews.com