Drone Invasão Interrompe Atividades em Vilnius e Levanta Alerta em Países Bálticos
Incidente em espaço aéreo lituano gera reações e reforça tensões na região
Na quarta-feira, 4 de outubro, o Parlamento da Lituânia foi forçado a se refugiar em um abrigo subterrâneo devido à violação do espaço aéreo por um drone, levando à suspensão temporária do tráfego aéreo no aeroporto de Vilnius. O incidente se soma a uma série de acontecimentos de segurança que têm atormentado os países da região Báltica.
As autoridades lituanas também suspenderam o tráfego ferroviário em torno da capital, e escolas e creches foram orientadas a encaminhar as crianças para abrigos. “Procure um lugar seguro e cuide de seus próximos, aguardando novas orientações”, alertou o exército lituano em um comunicado oficial.
Ativação da Missão de Patrulha Aérea da OTAN
Em um abrigo subterrâneo, o Ministro da Defesa da Lituânia, Robertas Kaunas, informou que aviões militares estavam mobilizados para lidar com a ameaça. Ele confirmou que a Missão de Patrulha Aérea da OTAN havia sido ativada e que as aeronaves estavam focadas em um drone detectado no espaço aéreo lituano.
Esse alerta ocorre um dia após a derrubada de um drone supostamente ucraniano por um caça da OTAN sobre a Estônia, o que intensifica as preocupações na região.
Responsabilidade Atribuída à Rússia
Os países Bálticos, que apoiam firmemente a Ucrânia, responsabilizam Moscou pelos incidentes com drones, afirmando que este tem redirecionado drones ucranianos de seus alvos pretendidos. Contudo, não foram apresentadas evidências concretas para tais alegações. O Kremlin, por sua vez, disse que está monitorando a situação e já acusou as nações bálticas de permitirem que a Ucrânia lançasse drones de seus territórios, o que é negado por esses países.
Kaunas declarou que o drone que violou o espaço aéreo da Lituânia se originou da Letônia, mas não ficou claro se ele colidiu ou se deixou o país. No entanto, os caças da OTAN não conseguiram localizá-lo durante a alerta, que durou cerca de uma hora. Após o incidente, o tráfego aéreo e ferroviário foi restabelecido.
Aumenta a Atividade de Drones Ucranianos
Desde março, ataques com drones de longo alcance da Ucrânia têm aumentado na região do Mar Báltico. Vários drones ucranianos têm invadido o espaço aéreo de países da OTAN, como Finlândia, Letônia, Lituânia e Estônia, todos limítrofes com a Rússia.
Em Bruxelas, o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, comentou que a resposta à situação na Estônia foi “calma, decisiva e proporcional”, destacando a responsabilidade russa pelo surgimento dos drones.
Tensões e Reações na Região
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou em um post nas redes sociais que as ameaças russas aos países bálticos são “inaceitáveis” e que serão tratadas como ameaças à União Europeia como um todo.
Recentemente, o governo letão pediu a renúncia devido à sua gestão das intrusões aéreas. Por sua vez, a primeira-ministra da Estônia, Kristen Michal, manifestou sua intenção de buscar poderes mais amplos para lidar com as ameaças de drones militares.
Questões Sobre a Manipulação de Drones
O ministro das Relações Exteriores da Lituânia, Kestutis Budrys, classificou os incidentes como um "ato desespero transparente" por parte da Rússia, sublinhando que a verdade é que a Ucrânia continua a atingir com força a máquina militar russa.
Embora o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, tenha afirmado que o exército russo está acompanhando a situação, especialistas em drones levantam a possibilidade de que, embora exista uma capacidade técnica para redirecionar drones ucranianos, a evidência sugere que essa manipulação é limitada.
Hans Liwang, especialista da Universidade de Defesa da Suécia, observou que a navegação dos drones provavelmente utiliza uma combinação de métodos variados, o que torna improvável uma manipulação eficaz por parte da Rússia.
Fonte: www.defensenews.com






