Fifa reconhece erros em plano de investimentos e reitera apoio a Gianni Infantino
Após uma reunião em Rabat, Marrocos, a Fifa se manifestou sobre a polêmica envolvendo o Fifa Forward Enterprise, sugerindo um plano controverso de investimentos privados em suas competições.
Na quarta-feira, 5, o encontro reuniu membros do Conselho Gestor da Fifa, incluindo o presidente Gianni Infantino e o secretário-geral, Mattias Grafström. Durante a reunião, a entidade admitiu que a comunicação sobre o Fifa Forward Enterprise foi inadequada e que a proposta não deveria ter gerado exclusão entre as federações filiadas.
A nota oficial destacou que "não era intenção do Conselho da Fifa e das Associações Membros ser excluído do processo". Além disso, reconheceu que o vazamento de informações para a mídia contribuiu para a confusão em torno da proposta. A Fifa também pediu desculpas formalmente às federações pelo mal-entendido e garantiu que esses erros não se repetirão.
Pressão sobre a presidência
A reunião ocorre em um momento delicado para Infantino. Informações apontam que Grafström teria comunicado internamente que "indivíduos, momentos de instabilidade e episódios infelizes vêm e vão". Essa declaração teria aumentado a pressão sobre o presidente da Fifa. Entretanto, ambos compareceram ao jogo entre Malawi e Zâmbia, pela Copa Africana de Nações feminina, que acontece no Marrocos.
A entidade confirmou que o Fifa Forward Enterprise está "fora de questão" e que não aceitará mais ataques à gestão de Infantino. Uma revisão será feita, e um relatório será apresentado na próxima reunião do Conselho, programada para março de 2027, quando também ocorrerá a eleição presidencial da Fifa no Marrocos.
Cenário para reeleição
A pressão em cima de Infantino aumentou após a divulgação da proposta, que gerou reações adversas, como ameaças de boicote de competições por parte da Uefa e de outras confederações. Em meio a esse cenário complicado, Infantino tenta consolidar apoio para sua reeleição e, segundo o jornal britânico The Times, teria oferecido a decisão da Copa do Mundo de 2030 ao Marrocos em troca de apoio.
Entretanto, a Fifa negou que tal promessa tenha sido feita, reafirmando seu compromisso com a lealdade e a integridade do processo eleitoral. A busca de Infantino por suporte político continua em um momento crucial para sua liderança na entidade que governa o futebol mundial.
Fonte: www.folhape.com.br







