Título: Irã Executa Homem Condenado por Assassinato Durante Protestos de 2022
Subtítulo: A aplicação da pena capital ocorre em meio ao aumento das execuções ligadas aos conflitos ideológicos no país.
Um homem foi executado no Irã após ser condenado pelo assassinato de um membro das forças de segurança durante os protestos que agitaram o país em 2022. A informação foi divulgada neste sábado (18) pela mídia oficial do poder judiciário iraniano.
A agência de notícias Mizan anunciou que Aref Khoshkar foi responsável pelo homicídio de Salman Amir Ahmadi e que sua sentença de morte foi cumprida após todos os trâmites legais, incluindo a aprovação do Supremo Tribunal.
Contexto dos Protestos
Os protestos no Irã ganharam força após a morte de Mahsa Amini, uma jovem curdo-iraniana detida em Teerã por supostas violações ao código de vestimenta. A reação popular se intensificou, levando a uma série de confrontos entre manifestantes e forças de segurança.
Salman Amir Ahmadi era membro da Basij, uma força paramilitar ligada à Guarda Revolucionária, o exército ideológico da República Islâmica. Em sua defesa, Khoshkar foi condenado pelo tribunal por cumplicidade em homicídio premeditado.
Aumento nas Execuções
Desde o início de um conflito decorrente de uma ofensiva americana-israelense em fevereiro de 2026, as execuções foram intensificadas no Irã. Muitas delas estão relacionadas a pessoas que participaram dos movimentos de protesto no país. Apenas nesta semana, em 15 de outubro, o Irã anunciou a execução de outro homem envolvido na onda de manifestações antigovernamentais.
Dados da ONU, divulgados em junho, apontam que pelo menos 40 homens foram executados no Irã em 2026, com 18 deles participando dos protestos. Organizações de direitos humanos, como a Anistia Internacional, destacam que o Irã é o país que mais utiliza a pena de morte, atrás apenas da China.
A situação dos direitos humanos e o uso da pena de morte no Irã continuam sendo temas de preocupação para a comunidade internacional.
Fonte: www.folhape.com.br








