Justiça do Rio mantém prisões de entregadores envolvidos na morte de ciclista em Copacabana
Quatro homens já estão detidos por participação em espancamento que resultou na tragédia, ocorrida no último dia 11.
Na tarde deste domingo, a Justiça do Rio de Janeiro decidiu manter as prisões temporárias de dois entregadores de aplicativo, Felipe Eduardo dos Santos Silva e Ailton José da Silva, envolvidos no espancamento que levou à morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos. A tragédia aconteceu em Copacabana, na Zona Sul da cidade, no dia 11 de outubro.
Decisão do juiz
O juiz Rafael de Almeida Rezende, da Central de Audiência de Custódia da Capital, analisou a legalidade das prisões e considerou que os mandados estavam em conformidade com as normas legais. No sábado, já haviam sido mantidas as prisões de outros dois envolvidos, os seguranças Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, todos custodiados no Presídio José Frederico Marques, em Benfica.
A audiência de custódia
A audiência de custódia se concentra em verificar se a prisão foi realizada de acordo com a lei e se os direitos dos detidos foram respeitados. A decisão de manter as prisões é uma medida importante, segundo o advogado da família da vítima, Bryan Rojenberg, que destacou a necessidade de uma investigação completa para responsabilizar cada envolvido.
O incidente trágico
Na noite do dia 11, Cláudio Rafael, que enfrentava problemas psicológicos, foi injustamente acusado de roubar uma bicicleta. Ele sofreu um ataque brutal que durou nove minutos, onde foi agredido por Davi e Jorge, além dos entregadores. A bicicleta, na verdade, pertencia a uma de suas irmãs. Cláudio recebeu repetidos golpes, resultando em sua morte horas depois de ser levado ao Hospital Municipal Miguel Couto.
Filmagem do espancamento
Davi, responsável pela vigilância na área e acusado de ser o principal autor das agressões, gravou o ataque com seu celular e publicou as imagens em um grupo de entregadores. Outras investigações também apontam a participação de um quinto indivíduo que aparece nas filmagens.
Relatos de testemunhas
Jorge Luiz, um dos seguranças, relatou à Polícia Civil que tentou advertir Davi durante o espancamento, questionando-o sobre a gravidade do ato. No entanto, segundo ele, Davi apenas riu e não demonstrou arrependimento. Jorge admitiu que não acionou as autoridades ou buscou socorro para Cláudio em nenhum momento.
A Polícia Civil continua as investigações para esclarecer todos os detalhes do caso e a possível participação de outras pessoas. O caráter trágico deste incidente ressalta a urgência de uma resposta da justiça e medidas de proteção à vítima e à sociedade.
Fonte: www.folhape.com.br








