Justiça dos EUA Define Data do Julgamento de Maduro: 1º de Junho de 2027 – O que Esperar?

Julgamento de Nicolás Maduro por tráfico de drogas será em 2027

Ex-presidente da Venezuela enfrenta quatro acusações nos EUA e nega os crimes

O presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, terá seu julgamento por tráfico de drogas em Nova York marcado para 1º de junho de 2027. A data foi definida durante uma audiência preparatória realizada nesta quarta-feira, 22 de outubro.

Capturado em Caracas, Maduro está preso desde 3 de janeiro em um presídio no Brooklyn. Aos 63 anos, ele enfrenta quatro acusações, incluindo narcotráfico e tráfico de armas. Sua esposa, Cilia Flores, de 69 anos, também foi indiciada e enfrenta três acusações. Ambos negam as acusações.

Audiência e defesa

Na terça-feira, o promotor Jay Clayton enviou uma carta ao juiz Alvin Hellerstein, onde as partes concordaram em solicitar o início do julgamento em junho de 2027. O processo avança agora após o governo do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, liberar a possibilidade de a Venezuela pagar os honorários advocatícios do casal, uma situação que havia sido inicialmente bloqueada devido às sanções impostas ao país.

Maduro e Flores tentaram anular as acusações, argumentando que a proibição de financiamento para seus advogados viola o direito de terem representação legal, conforme garantido pela Constituição americana.

Acusações graves

Durante sua primeira aparição em Nova York após a detenção, Maduro se declarou como "um prisioneiro de guerra". As acusações contra ele incluem conspiração de "narcoterrorismo", importação de cocaína, e posse de metralhadoras e artefatos destrutivos.

Além das questões criminais, o ex-presidente enfrenta também uma ação civil. Famílias de cinco jovens assassinados na Venezuela entraram na justiça, alegando que Maduro é responsável pelas execuções, parte de um esquema mais amplo de violência estatal.

Novo cenário político

Desde a saída de Maduro do poder, sua ex-vice-presidente, Delcy Rodríguez, assumiu como presidente interina, governando sob forte pressão de Washington, que reivindica o controle do país rico em petróleo.

Fonte: www.folhape.com.br