Libéria Aceita Deportados dos EUA em Acordo de Imigração Polêmico
Planejamento inicial envolve 1.200 imigrantes e gera preocupação sobre a gestão do programa.
A Libéria anunciou, nesta terça-feira (18), que aceitou a deportação de até 1.200 estrangeiros provenientes dos Estados Unidos, como parte de uma estratégia anti-imigração do governo americano. Essa decisão vem no contexto das políticas implementadas pelo presidente Donald Trump, que busca enviar imigrantes para países terceiros.
O governo liberiano informou que a previsão é de receber um grupo inicial de 20 deportados já nesta quinta-feira. Os indivíduos terão a opção de deixar a Libéria a qualquer momento ou solicitar asilo no país.
Entre os deportados, destaca-se o caso de Kilmar García, um imigrante salvadorenho que se tornou um símbolo das deportações em massa. Ele foi deportado por engano para El Salvador, conforme noticiado pelo The New York Times.
A Dinâmica da Deportação
Outros países da região, como Gana e Guiné Equatorial, também atuam como pontos de trânsito para deportações, mas têm enviado rapidamente os imigrantes de volta a seus países de origem. Informações de dois ex-funcionários do Departamento de Estado apontam que os Estados Unidos usam restrições de visto e sanções para pressionar na aceitação desses deportados.
A Libéria, por sua vez, revelou que não recebeu compensações ou promessas em troca de sua participação nesse programa polêmico. No entanto, o governo afirmou que receberá suporte para administrar a entrada dos deportados e fortalecer seu sistema migratório, enfatizando que o acordo tem uma natureza "totalmente humanitária".
O futuro dos deportados e as consequências deste acordo ainda geram receios, mas o compromisso da Libéria em aceitar imigrantes traz à tona a complexidade das relações e políticas de imigração entre os Estados Unidos e países africanos.
Fonte: www.folhape.com.br








