Manutenção de Submarinos dos EUA: 15.000 Dias Operacionais Perdidos por Atrasos, Aponta GAO

Problemas de Manutenção Atraem Custos e Impedem Operações nas Submarinas da Marinha dos EUA

Atrasos na manutenção de submarinos da Marinha dos EUA resultam em altos gastos e ineficiência operacional.

Nos últimos dez anos, a Marinha dos Estados Unidos tem enfrentado sérios problemas de manutenção em seus submarinos de ataque, que frequentemente permanecem inativos em portos em vez de estarem em operação no mar. Um estudo recente do Escritório de Responsabilidade Governamental (GAO) aponta que esses atrasos geraram custos estimados em 3,4 bilhões de dólares, necessários para sustentar tripulações e submarinos que não estavam operacionalmente disponíveis.

Impacto das Manutenções Atrasadas

De acordo com o relatório do GAO, entre 2016 e 2025, a Marinha enfrentou uma perda de 15 mil dias operacionais devido a manutenções não realizadas a tempo. Durante este período, submarinos e suas tripulações tiveram que permanecer amarrados em função da falta de certificação para operações normais. Essa situação representa uma carga considerável para uma Marinha já sobrecarregada.

O custo diário para submarinos da classe Los Angeles, que estão sem operações, é de aproximadamente 220 mil dólares, enquanto os submarinos da classe Virginia se aproximam de 237 mil dólares diários.

Consequências das Inatividades

Diana Maurer, diretora da equipe de Capacidades de Defesa e Gestão do GAO, comparou a situação a um "engarrafamento" onde submarinos aguardam em fila para a manutenção necessária. O problema é agravado por atrasos nos estaleiros na desativação de submarinos nucleares, que custaram cerca de 722 milhões de dólares entre 2016 e 2025. Por exemplo, o submarino USS Pasadena da classe Los Angeles tornou-se inativo em janeiro de 2025 e não deverá entrar no estaleiro da Marinha até 2028.

Neste intervalo, o submarino não poderá atuar, mas continuará com a tripulação completa, gerando mais custos, que podem ultrapassar 300 milhões de dólares.

Perspectivas Futuras

Embora o relatório reconheça que a Marinha fez progressos na redução do tempo de inatividade ativa, é ressaltado que a inatividade inativa tende a aumentar. A previsão é que, entre 2026 e 2030, a Marinha enfrente 15 submarinos e 14 mil dias de inatividade, acarretando custos de até 3,1 bilhões de dólares.

As manutenções dos submarinos nucleares são realizadas em quatro estaleiros públicos e em algumas instalações privadas. Uma solução a longo prazo seria aumentar a capacidade dos estaleiros, mas isso exigirá tempo e investimento. Enquanto isso, uma das alternativas consideradas é permitir que os reatores nucleares sejam desativados enquanto os submarinos estão ainda nos portos.

Ainda não foi apresentado um estudo detalhado sobre essa abordagem, mas o uso de diques flutuantes para desativação é outra opção a ser avaliada. Além disso, a Marinha está considerando transferir tripulações de submarinos inativos para embarcações ativas, embora essa opção também encontre limitações devido à capacidade insuficiente dos estaleiros.

A situação continua a ser um capítulo em meio ao longo histórico de desafios de manutenção enfrentados pela Marinha, com questões semelhantes ocorrendo em outras partes da frota.

Fonte: www.defensenews.com