Marketa Vondrousova Apela de Suspensão de Quatro Anos por Recusa em Teste Antidoping
Ex-campeã de Wimbledon luta contra punição imposta pela Agência Internacional de Integridade do Tênis
A tenista tcheca Marketa Vondrousova, famosa por conquistar Wimbledon em 2023, decidiu recorrer à Corte Arbitral do Esporte (CAS) após ser suspensa por quatro anos por não ter realizado um teste antidoping, um incidente ocorrido em dezembro de 2025. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (24).
A CAS, que anunciou a possibilidade de um recurso, não divulgou a data da audiência, que geralmente ocorre alguns meses após a apresentação do recurso. É comum que essas audiências sejam fechadas ao público, a menos que a atleta solicite a abertura, algo que raramente acontece.
A suspensão, que se estende até 21 de junho de 2030, foi aplicada pela Agência Internacional de Integridade do Tênis (ITIA). No final de junho, a ITIA explicou que a punição foi semelhante àquela aplicada em casos de teste antidoping positivo, já que Vondrousova recusou-se a realizar um exame surpresa em sua residência no dia 3 de dezembro de 2025, por volta das 20h.
A tenista alegou que sua recusa estava relacionada a estresse, problemas de saúde mental e preocupações com sua segurança. Em declarações feitas em abril, ela mencionou que a agente responsável pelo teste chegou à sua porta à noite, sem se identificar claramente e sem seguir os protocolos adequados.
Desde janeiro, Vondrousova não participa de competições do circuito da WTA. Antes de sua suspensão, a atleta de 27 anos teve uma performance promissora, alcançando as quartas de final do US Open em agosto de 2025, antes de ser obrigada a se retirar devido a uma lesão.
A campeã de Wimbledon ganhou notoriedade ao derrotar a tunisiana Ons Jabeur na final, apesar de ter iniciado o torneio na 42ª posição do ranking. Vondrousova possui um currículo impressionante, incluindo a presença na final de Roland Garros em 2019, onde foi superada pela australiana Ashleigh Barty, e a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021.
Fonte: www.folhape.com.br







