Nova Lei Garante Aumento Salarial para PM Envolvido em Caso de Morte de Mulher na Zona Leste – Entenda os Detalhes!

Policial Militar Recebe Aumento Após Episódio Trágico em São Paulo

Mudanças na carreira da PM resultam em reajuste salarial para Yasmin, duas semanas após o disparo que resultou na morte de uma mulher.

A policial militar Yasmin Cursino Ferreira, que foi responsável pela morte de uma mulher na zona leste de São Paulo, receberá um aumento salarial de R$ 480. A decisão acontece devido à nova legislação que reestrutura as carreiras na corporação, implatada no início de abril.

Nova Lei e Sua Aplicação

A Lei nº 18.442, aprovada em 2 de abril de 2026, unifica as graduações de soldados de 2ª e 1ª classe em uma única patente: soldado PM. Yasmin, anteriormente soldado de 2ª classe, teve sua transposição publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo em 17 de abril, exatamente duas semanas após se envolver em um incidente que a afastou da corporação.

Com essa nova categoria, os militares de 2ª classe foram automaticamente reajustados para que seus salários fossem equiparados aos dos soldados de 1ª classe, que não podem ter redução em seus vencimentos.

A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) esclareceu que essa mudança não se configura como uma promoção, mas sim como um cumprimento da legislação recém-implementada. “O reajuste salarial de R$ 480 é uma equiparação automática garantida pela lei a todos os policiais que ocupavam a extinta 2ª classe”, informou a pasta.

O Incidente na Zona Leste

O tragédia ocorreu na madrugada de 3 de abril, quando a ajudante geral Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos, foi baleada no tórax durante uma discussão em Cidade Tiradentes. A confusão começou após a viatura da Polícia Militar, conduzida pelo policial Weden Silva, colidir com o braço do marido de Thawanna, Luciano Gonçalves dos Santos.

Após sair do veículo e entrar na discussão, Yasmin efetuou o disparo que atingiu Thawanna, alegando que foi agredida durante a briga. Luciano nega a afirmação da policial. A câmera corporal do policial Weden não capturou o momento do disparo, pois estava posicionada de forma inadequada, e Yasmin não usava bodycam.

Logo após disparar, o policial questionou Yasmin sobre o motivo do tiro e acionou o resgate, que chegou ao local cerca de meia hora depois, mas Thawanna não resistiu aos ferimentos, tendo sofrido hemorragia interna aguda. Ela era mãe de cinco filhos e faria 32 anos em 8 de abril.

Atualmente, a Polícia Civil e a Corregedoria da PM estão investigando o caso. A SSP-SP também informou que outras corregedorias estão apurando os fatos. Os canais de comunicação com a defesa de Yasmin estão abertos para mais informações.

Fonte: www.leiaja.com