Paquistão Comissiona Submarino Chinês para Fortalecer Capacidade Naval
A entrega do submarino Hangor representa um avanço significativo na colaboração militar entre Paquistão e China.
Em uma cerimônia realizada na cidade de Sanya, na China, no dia 30 de abril, o Paquistão comissionou seu primeiro submarino da classe Hangor. Essa ação é parte de um esforço mais amplo para modernizar a marinha do país, reforçando suas capacidades marítimas e a cooperação com seu aliado estratégico, a China.
Um Marco na Modernização Naval
A cerimônia contou com a presença do presidente paquistanês Asif Ali Zardari, do chefe da marinha Naveed Ashraf e de altos oficiais militares chineses. A entrega do submarino, projetado para missões de ataque, marca um "marco histórico" no processo de modernização da frota naval do Paquistão, que atualmente conta com oito submarinos, incluindo três de menor porte.
O Hangor, um submarino convencional com propulsão independente de ar (AIP), tem um deslocamento aproximado de 2.800 toneladas e está equipado com tecnologia avançada, incluindo sensores, torpedos e mísseis anti-navio. Essa nova classe de submarinos promete aprimorar as capacidades do Paquistão em operações subaquáticas, permitindo que operem por períodos mais longos sem a necessidade de emergir.
Acuerdo de Defesa com a China
A negociação para a compra de oito submarinos chineses, firmada em 2015, é avaliada em cerca de 5 bilhões de dólares. Quatro dos submarinos estão sendo construídos na China, enquanto os outros quatro serão fabricados no Paquistão, em um acordo de transferência tecnológica. Todos os submarinos construídos na China devem ser integrados à frota até 2028.
O almirante Naveed Ashraf destacou que os submarinos Hangor desempenharão um papel vital na dissuasão de agressões e na segurança das principais rotas marítimas no Mar da Arábia e na região mais ampla do Oceano Índico.
Desenvolvimentos Regionais em um Contexto de Rivalidade
A Índia, rival histórico do Paquistão, também está em processo de modernização de sua frota de submarinos. Este fato está inserido em um contexto mais amplo, onde o Oceano Índico se torna uma área estratégica de interesse, especialmente com o aumento da influência da China na região. Recentemente, a Índia deve fechar um acordo com a Alemanha para a compra de seis submarinos AIP.
A parceria entre Paquistão e China se intensifica, com a China sendo responsável por cerca de 80% das importações de armamentos do Paquistão entre 2021 e 2025. Além disso, o Paquistão é o principal cliente de armas da China, adquirindo aproximadamente 60% de suas exportações de defesa.
Avanços na Capacitação Aérea
Além da marinha, o Paquistão também tem fortalecido sua força aérea com aeronaves chinesas, como os caças J-10C e JF-17, este último desenvolvido em colaboração com a China. Essas aeronaves foram testadas em combate durante um conflito recente entre os dois países, embora alguns de seus sucessos tenham sido contestados.
O crescente armamento na região, impulsionado pela relação entre Paquistão e China, destaca uma nova fase nas forças armadas dos dois países, especialmente em um momento em que a rivalidade com a Índia continua a ser uma preocupação central.
Fonte: www.defensenews.com







