Pentágono Inova: O Futuro das Bombas Bunker-Buster para Fortalecer a Segurança Nacional

Pentágono Inova na Busca por Bombas de Penetração para Combater Infraestruturas Subterrâneas

Agência de Pesquisa Avançada de Defesa dos EUA investe em tecnologia para aprimorar o ataque a alvos profundamente enterrados

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos, por meio da sua Agência de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA), está em busca de novas soluções para desenvolver bombas mais eficazes contra alvos subterrâneos. Com países como o Irã enterrando seus arsenais profundamente na terra, a tecnologia de bombas de penetração se mostra cada vez mais necessária.

Mudança de Estratégia

A proposta da DARPA visa ir além dos métodos tradicionais que utilizam a força bruta das explosões. Atualmente, os EUA utilizam a GBU-57, uma bomba de 13.600 kg, conhecida como Massive Ordnance Penetrator, em suas operações no Irã. Com o avanço das práticas militares, a DARPA busca métodos inovadores que manipulem ondas de choque para desmantelar alvos.

Em um pedido de informações divulgado, a agência demonstrou interesse em conceitos que vão além do design convencional, como a manipulação de ondas de estresse em diferentes materiais. O prazo para submissão de propostas é 26 de junho.

Desenvolvimento de Novos Materiais e Tecnologias

A DARPA não está apenas focada em aumentar o poder explosivo das bombas, mas também em novas abordagens que incluam materiais projetados para se adaptar a diferentes condições. A busca é por melhorias no controle e na observação em ambientes dominados por choques.

As inovações esperadas incluem materiais que podem ser ajustados ativamente, métodos de fabricação que incorporam funções diretamente na estrutura e diagnósticos avançados que possam analisar fenômenos em situações de alta intensidade.

Contexto Global

Este movimento do Pentágono ocorre em um contexto de guerra cada vez mais subterrânea. No Irã, instalações nucleares estão escondidas em montanhas, enquanto na Coreia do Norte, bunkers e túneis servem para ocultar lançadores de mísseis. Além disso, grupos não estatais, como o Hamas e o Hezbollah, têm histórico de operações a partir do subsolo.

Os desafios de combater insurgentes em túneis são bem conhecidos, e a dificuldade de destruir alvos a grandes profundidades, como um site nuclear iraniano a 90 metros de profundidade, é exponencial. Bombas como a Grand Slam, utilizada na Segunda Guerra Mundial, e a MOP foram criadas para esta finalidade, mas as limitações de transporte e uso prático dessas armas fazem com que novas pesquisas sejam fundamentais.

O Futuro das Bombas de Penetração

Embora o pedido da DARPA não mencione a redução do tamanho das bombas de penetração, uma inovação na manipulação de ondas de choque poderia permitir o desenvolvimento de dispositivos menores. Isso abriria a possibilidade de utilizar essas novas tecnologias em uma variedade maior de aeronaves, tornando as operações ainda mais flexíveis e eficazes.

Com a guerra se movendo cada vez mais para o subsolo, a capacidade dos EUA de realizar ataques precisos e devastadores em alvos enterrados se tornará um aspecto crítico para a segurança nacional e as operações militares futuras.

Fonte: www.defensenews.com