Operação Unha e Carne: PF realiza nova fase de investigações sobre lavagem de dinheiro
A Polícia Federal deflagra a quinta fase da operação que investiga uma organização criminosa no Rio de Janeiro e São João de Meriti
Na manhã desta quinta-feira (2), a Polícia Federal (PF) deu início à quinta fase da Operação Unha e Carne, com foco em investigações sobre lavagem de dinheiro supostamente realizada por uma organização criminosa.
Mandados cumpridos em diferentes localidades
Durante a operação, a PF cumpriu três mandados de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão, todos emitidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As ações ocorreram em endereços relacionados a pessoas investigadas nas cidades do Rio de Janeiro e São João de Meriti, na Baixada Fluminense.
Além disso, a Corte também determinou o sequestro de bens e valores que podem chegar a aproximadamente R$ 22 milhões.
Novas evidências em investigação
A nova fase da operação foi desencadeada após a análise de documentos já apreendidos, que indicaram a existência de uma contabilidade paralela relacionada à lavagem de capitais. Esses documentos também revelaram registros de pagamentos indevidos e doações eleitorais irregulares, conforme informou a PF em nota.
A operação está alinhada com a decisão do STF sobre a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635/RJ, conhecida como a ADPF das Favelas. Essa decisão impôs que a PF conduza investigações sobre as atividades dos principais grupos criminosos atuantes no estado do Rio de Janeiro, além de suas ligações com agentes públicos.
Fase anterior e prisão de deputado
Na quarta fase da Operação Unha e Carne, que ocorreu em maio, o deputado estadual Thiago Rangel (Avante) foi preso. A ação tinha como alvo o desmantelamento de uma suposta organização criminosa envolvida em fraudes relacionadas à compra de materiais e obras na Secretaria de Educação do estado.
Naquele momento, a PF encontrou mensagens com referências a atos violentos no celular do deputado. Também foram interceptadas, com autorização judicial, conversas entre ele e outros suspeitos que integravam o suposto esquema de desvios.
As ações da Polícia Federal seguem em andamento, e mais informações são esperadas nos próximos dias.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br







