Senado avança em propostas prioritárias do governo Lula
Relatores aliados do presidente são escolhidos para PECs que buscam mudanças significativas no país.
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), designou senadores próximos ao governo Lula para relatar propostas que são consideradas chave pelo Palácio do Planalto. Entre elas, destaca-se a proposta de emenda à Constituição (PEC) que pretende acabar com a escala de trabalho 6×1.
O senador Omar Aziz (PSD-AM), que se lança como candidato ao governo do Amazonas com o apoio do presidente, ficará responsável pela relatoria dessa proposta. Já a PEC da Segurança, que visa fortalecer a atuação da União nesta área, será liderada por Rogério Carvalho (PT-SE), que se prepara para buscar reeleição no Senado ao lado de Lula.
Análise das propostas na CCJ
As expectativas são altas em relação à análise das duas medidas pela CCJ, programada para acontecer na semana que começa em 31 de agosto. Este período é visto como a última oportunidade de esforço concentrado antes das eleições.
"Não está definido se as propostas terão acordo para votação na comissão e no plenário antes das eleições", afirmou Alencar. Ambas as PECs já passaram pela Câmara dos Deputados e, caso não sofram alterações no Senado, poderão ser promulgadas rapidamente.
O governo Lula vê essas iniciativas como cruciais para fortalecer sua posição eleitoral. O presidente da CCJ ressaltou que o relator fará a apresentação de um plano de trabalho que será lido e aprovado na comissão durante a semana de esforço concentrado, delineando os próximos passos.
Retomada do diálogo entre Alcolumbre e Lula
Recentemente, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), deu um passo importante ao assinar os despachos que autorizam a tramitação das PECs. Ambas as propostas estavam estagnadas há meses à espera de prioridade, a PEC da Segurança desde março e a que extingue a 6×1 desde maio.
A movimentação para destravar essas pautas ocorreu após um restabelecimento das conversas entre Alcolumbre e Lula. A relação entre os dois estava tensa desde a indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), que foi rejeitada pelo Senado. Nas últimas semanas, eles se encontraram três vezes, e Alcolumbre já havia sinalizado que daria andamento a essas propostas.
As próximas semanas serão cruciais para ver se essas medidas se concretizarão antes das eleições e qual será o impacto delas no cenário político nacional.
Fonte: www.folhape.com.br







