Revolução na Segurança: Como o US Marine Corps Usará Scanners 3D para Detectar Falhas em Coletes à Prova de Balas

Exército Americano Adota Nova Tecnologia para Inspecionar Coletes à Prova de Balas

Corpo de Fuzileiros Navais busca escaneadores 3D para detectar falhas nos equipamentos de proteção.

O Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos está buscando adquirir escâneres 3D de alta resolução com o objetivo de identificar fissuras em coletes à prova de balas. A iniciativa, que visa melhorar a segurança dos militares, está em fase de coleta de informações, com prazo para resposta até 2 de outubro.

Objetivo e Tecnologia Utilizada
A nova tecnologia tem como foco a inspeção de placas de armadura, especialmente os Inserções Melhoradas para Pequenas Armas e as Placas Leves do Corpo de Fuzileiros Navais. O sistema adotará a tomografia computadorizada (CT), uma técnica que gera imagens 3D detalhadas, superando a qualidade das tradicionais radiografias 2D.

De acordo com os planos, 10 escâneres CT serão instalados para a inspeção dos coletes, distribuídos em diferentes localidades: seis em território continental dos EUA, dois no Japão e um em Guam e no Havai.

Métodos Atuais e Considerações
Atualmente, o Corpo de Fuzileiros utiliza duas técnicas para detectar defeitos nos coletes: a mistura de radiografias para as placas cerâmicas e a avaliação sonora para detectar deformações em camadas de polietileno. Apesar de já ser uma estratégia em uso, recentemente foi apontada a tomografia como uma alternativa promissora, ainda que custosa e exigindo pessoal altamente treinado.

O novo pedido busca um sistema comercial automatizado completo, com recursos que incluem transporte e triagem de materiais, sistema de imagem e processamento de dados equipados com software personalizado para reconhecimento automático de defeitos.

Contratos e Prazos
Os interessados em fornecer os escâneres devem especificar a capacidade de inspeção de placas por minuto e a eficiência do sistema ao lidar com materiais de diferentes densidades e composições.

Vale lembrar que, em 2011, uma auditoria do Departamento de Defesa revelou que o Exército dos EUA adquiriu 5,1 milhões de inserções balísticas que podiam ser defeituosas. Apesar de questionamentos sobre a eficácia do equipamento, o Exército afirmou não haver casos confirmados de falha nos coletes em combate.

Essa nova abordagem visa não só aumentar a qualidade da proteção dos militares, mas também restaurar a confiança na segurança dos equipamentos fornecidos, um assunto delicado que já levantou questões similares em outros países, incluindo o Reino Unido e Taiwan.

Fonte: www.defensenews.com