Rio de Janeiro Exonera 6,1 mil Comissionados: Entenda a Economia de R$ 221 Milhões!

Rio de Janeiro reduz cargos comissionados e retoma eficiências administrativas

Medida visa cortar gastos e reestruturar a gestão pública após renúncia do governador

A nova gestão do governo do Estado do Rio de Janeiro anunciou a exoneração de mais de 6 mil cargos em comissão, o que representa uma redução significativa no total de 14.340 comissionados registrados em março de 2026. A medida tem como objetivo gerar uma economia estimada em R$ 221 milhões até o final do ano.

Funcionários fantasmas identificados

Um dos aspectos mais alarmantes dessa reestruturação é a presença de vários servidores que, segundo a auditoria em andamento, eram considerados funcionários fantasmas. Muitos desses comissionados não possuíam acesso aos sistemas do Estado e apareciam apenas uma vez por mês para assinar a folha de ponto. Até o momento, foram exonerados 6.145 servidores, enquanto 2.496 novas nomeações foram feitas. A economia calculada considera apenas os cargos ainda vagos.

Perspectivas de novas exonerações

O governo sinalizou que novas exonerações poderão ocorrer à medida que os trabalhos de auditoria na Controladoria Geral do Estado e no Gabinete de Segurança Institucional forem finalizados. Os novos cargos preenchidos desde março são, em sua maioria, ocupados por servidores de carreira, e a seleção dos mesmos passa por uma avaliação rigorosa.

Reestruturação das secretarias

Atualmente, a administração estadual conta com 28 secretarias, uma redução em relação às 32 que existiam em março. Para alcançar esse objetivo, o governo optou pela fusão de algumas pastas, buscando otimizar recursos e melhorar a eficiência na gestão.

Mudanças na liderança estadual

Essa reestruturação ocorre em um contexto político conturbado. O desembargador Ricardo Couto assumiu a gestão interina em 23 de março de 2026, após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro, que decidiu concorrer a uma vaga no Senado Federal. Entretanto, no dia seguinte, Castro foi declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o que o impede de disputar qualquer cargo público até 2030.

Com essas mudanças, o governo do Rio de Janeiro busca não apenas reestruturar sua administração, mas também garantir que os recursos públicos sejam aplicados de forma transparente e responsável.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br