Título: Sou da Paz Lança Campanha "Vote pela Paz" com Propostas para Segurança Pública
Subtítulo: Iniciativa busca aprimorar o debate eleitoral e pressionar candidatos a adotarem ações eficazes contra a violência no Brasil.
Na última terça-feira, 9 de outubro, o Instituto Sou da Paz apresentou a campanha "Vote pela Paz" e a agenda eleitoral intitulada “Brasil em Ação pela Paz – Propostas para uma Segurança Pública de Verdade”. O objetivo da iniciativa é elevar a qualidade das discussões eleitorais e exigir que os candidatos apresentem planos concretos para a redução da violência no país.
Solução ao Populismo na Segurança Pública
A diretora-executiva do Sou da Paz, Carolina Ricardo, destacou o cansaço da população diante das promessas vazias e improvisos em segurança pública. "O que as pessoas querem são resultados efetivos. O período eleitoral oferece uma oportunidade importante para elevar o nível desse debate", afirmou.
Apesar de alguns indicadores, como a redução dos homicídios, mostrarem avanços, o Brasil ainda enfrenta sérios problemas. Mais de 44 mil pessoas são vitimadas por mortes violentas anualmente. Além disso, o crime organizado continua a se expandir, e práticas como fraudes digitais e roubos de celulares crescem, além de um aumento da violência contra meninas e mulheres.
Propostas para um Futuro Mais Seguro
A agenda elaborada pelo Sou da Paz concentra-se em cinco eixos prioritários: proteção de meninas e mulheres; fortalecimento das polícias; combate ao crime organizado; redução de roubos; e retirada de armas ilegais de circulação. Entre as propostas, estão a valorização dos profissionais de segurança, fortalecimento da investigação criminal e integração entre instituições.
Uma pesquisa realizada pelo instituto revela que 94% da população percebe algum nível de violência em suas cidades. Desses, 53% evitam sair à noite e 31% utilizam o celular com cautela, sinalizando um clima de insegurança generalizado.
Demandas por Soluções Eficazes
Carolina Ricardo enfatiza que a sociedade anseia por soluções inteligentes. “A maioria deseja tecnologias que fortaleçam a atuação policial e a profissionalização das forças de segurança”, explicou. A pesquisa mostra que 82% dos entrevistados acreditam que câmeras corporais são essenciais para proteger policiais e evidenciar crimes, enquanto 73% consideram que mais armas geram mais violência.
Um aspecto que merece destaque é a necessidade de abordar o crime organizado como um fenômeno complexo, que vai além do tráfico de drogas. "Devemos envolver o sistema financeiro nas discussões, focando na investigação e combate à lavagem de dinheiro", enfatizou Carolina.
O Impacto do Crime Organizado na Sociedade
Dados da agenda revelam que o crime organizado movimentou mais de 350 bilhões de reais nos últimos três anos, englobando atividades ilícitas como venda de combustíveis e contrabando. Esse fenômeno não apenas afeta os cidadãos nas ruas, mas também compromete as instituições democráticas, resultando em um aumento de 335% nas ocorrências de violência política nos últimos três anos.
Uma das sugestões da agenda é fortalecer a colaboração entre órgãos como a Receita Federal, Polícia Federal e Banco Central, além de fomentar parcerias internacionais para combater a lavagem de dinheiro e mercados ilegais. A proposta inclui a priorização de investigações e a aplicação de uma ação policial mais inteligente, evitando incursões sem garantias de segurança.
Com essas iniciativas, o Sou da Paz espera não só qualificar as propostas de segurança pública, mas também orientar o eleitor a buscar um futuro mais seguro para todos.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br







