Líder do PCC é preso em operação policial em Paulista
Suspeito de liderar tráfico no Ibura, ele estava foragido desde 2017 e é investigado por homicídios
Um homem de 33 anos, suspeito de ser o líder de uma célula do Primeiro Comando da Capital (PCC) e envolvido com o tráfico de drogas no bairro do Ibura, em Recife, foi preso na última segunda-feira (21) no bairro do Janga, em Paulista, região metropolitana da capital pernambucana.
A prisão ocorreu apenas dois dias após o incêndio de um ônibus na BR-101, próximo à Vila dos Milagres, em Ibura. No último sábado (19), manifestantes bloquearam a rodovia, evacuaram o motorista e passageiros e atearam fogo ao ônibus. A Polícia Civil de Pernambuco investiga se essa ação foi orquestrada pelo grupo que o suspeito lidera.
Investigação e Passado Criminal
O homem estava sendo procurado por sua possível ligação em três homicídios na Vila dos Milagres e havia fugido em 2017, quando deixou de cumprir as condições do livramento condicional. Ele possui uma condenação anterior por roubo majorado, com penas que somam cerca de cinco anos e sete meses, além de enfrentar outros processos relacionados ao tráfico de drogas e homicídios.
A operação que culminou em sua prisão foi realizada pela Diretoria de Inteligência da Polícia Civil (DINTEL/PCPE) e pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Pernambuco (FICCO/PE). Foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva, sendo um deles referente a um homicídio duplamente qualificado ocorrido em maio de 2021, pelo qual ele aguardava julgamento.
Conflito Entre Facções
As investigações indicam que os crimes estão ligados à intensa disputa entre facções criminosas pelo controle do tráfico de drogas em regiões do Ibura, como Vila dos Milagres, UR-3 e Pantanal. Somente em 2026, a 3ª Delegacia de Polícia de Homicídios (3ª DPH/DHPP) registrou 23 homicídios consumados e cinco tentativas de homicídio na área.
Após a captura, o homem foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça, enquanto a investigação continua em torno de sua liderança e das ações do grupo criminoso.
Fonte: www.folhape.com.br








