Canadá Responde a Tarifas dos EUA com Retaliações e Desconfiança
Primeiro-ministro Mark Carney afirma que país está preparado para enfrentar as novas medidas impostas pelos americanos.
Em uma coletiva de imprensa no último sábado, o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, anunciou que o Canadá está pronto para retaliar as tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre cerca de US$ 20 bilhões em produtos canadenses. Carney destacou a resiliência do país em lidar com a situação e afirmou que o Canadá está preparado para "dólar por dólar" nas retaliações, que têm previsão de começar em 8 de setembro.
O panorama da disputa tarifária
Durante a coletiva, Carney não hesitou ao afirmar que o Canadá foi "atacado" pelas medidas norte-americanas. Ele revelou que detalhes sobre as ações retaliatórias serão divulgados em breve. Além disso, o primeiro-ministro mencionou que isenções de tarifas devem ser oferecidas em setores específicos, que serão impactados negativamente pelas novas taxas.
As tarifas que estão sendo implementadas devem afetar cerca de 5% das exportações anuais do Canadá para os EUA. Essa situação gerou tensões adicionais na relação comercial entre os dois países, que já apresenta uma história marcada por disputas, especialmente em setores como madeira e produtos lácteos.
Negociações em impasse
A situação se agravou após o Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmar que o Canadá se recusou a finalizar um acordo comercial preliminar, que estava em discussão entre os two países. Greer comunicou que a proposta dos Estados Unidos era "voltada para o futuro", prevendo uma "parceria histórica" na área econômica e de segurança nacional. No entanto, novas exigências por parte do Canadá desaceleraram o progresso das negociações.
Impacto econômico e político
A movimentação econômica entre os dois países alcançou US$ 880 bilhões no ano passado, refletindo uma das relações comerciais mais interligadas do mundo. As novas tarifas poderiam ter consequências políticas mais significativas que econômicas, principalmente em um cenário de eleições nos EUA em novembro, onde os eleitores já mostram preocupações com o custo de vida.
A escalada da tensão entre Washington e Ottawa representa uma mudança na tradição de cooperação que tem caracterizado a relação entre os vizinhos ao longo das décadas, desde a presença canadense em conflitos ao lado das forças americanas.
Com a dependência comercial sendo alta, com quase 72% das exportações canadenses destinadas aos Estados Unidos, a pressão sobre Ottawa aumenta. Embora Carney tenha afirmado que o Canadá é "mestre em sua casa", o futuro das relações bilaterais parece incerto, especialmente em face da retórica do governo Trump.
Desdobramentos esperados
A situação está em constante evolução e novos desdobramentos são aguardados nos próximos dias, à medida que o Canadá divulga suas medidas de retaliação. A comunidade internacional observa com atenção a possibilidade de que essa disputa comercial se intensifique ainda mais, afetando não só os países envolvidos, mas também suas respectivas economias e mercados.
Fonte: www.folhape.com.br








