Tragédia na Política: Morre a Vereadora Luciana Novaes, Vítima de Bala Perdida em 2003

Vereadora Luciana Novaes morre aos 42 anos no Rio de Janeiro; legado de luta pela inclusão se destaca

A vereadora Luciana Novaes, do Partido dos Trabalhadores (PT), faleceu na tarde desta segunda-feira (27), no Rio de Janeiro, aos 42 anos. Sua vida foi marcada por resiliência, especialmente após um incidente trágico ocorrido em 2003, quando uma bala perdida a deixou tetraplégica durante o curso de enfermagem na Universidade Estácio de Sá, em Rio Comprido.

Saúde debilitada e trajetória inspiradora

Embora a causa da morte ainda não tenha sido divulgada, amigos próximos relataram que Luciana enfrentava sérios problemas de saúde desde o final do ano passado, tendo sido internada em estado grave. Após o acidente, ela não apenas superou desafios pessoais, mas também deu um exemplo de superação, retornando aos estudos. Graduou-se em serviço social e fez uma pós-graduação em gestão governamental.

Em 2016, Luciana foi eleita vereadora na Câmara Municipal do Rio, onde rapidamente se destacou, tornando-se a parlamentar com mais leis aprovadas em seu primeiro mandato. Em 2020, mesmo impedida de fazer campanha nas ruas devido à pandemia e ao seu status de grupo de risco, recebeu 16 mil votos como primeira suplente.

Em 2022, Luciana voltou a se candidatar, desta vez ao cargo de deputada federal, conquistando mais de 31 mil votos e assegurando a segunda suplência pelo PT no Rio de Janeiro.

Legado de inclusão e defesa dos vulneráveis

O presidente da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, Carlo Caiado (PSD), lamentou profundamente a morte da vereadora e destacou como Luciana transformou sua dor em um propósito de vida, deixando um legado importante. Sua atuação rendeu quase 200 leis focadas em inclusão, defesa das pessoas com deficiência, idosos e grupos em situação de vulnerabilidade.

Luciana Novaes será lembrada não apenas pela sua coragem em enfrentar a adversidade, mas também por sua dedicação em promover a justiça social e os direitos humanos, inspirando muitos a lutar por um mundo mais inclusivo.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br