Tragédia na Saúde: Enfermeira Morre Após Diagnóstico Errado de Refluxo Ácido; Descubra os Riscos!

Enfermeira morre após diagnóstico incorreto de refluxo ácido

Família busca respostas após tragédia que ressaltou falhas no atendimento médico

A história trágica da enfermeira Paula Ivers, de 47 anos, ganhou notoriedade após sua morte, ocorrida poucos dias depois de um diagnóstico errado que a classificou com refluxo ácido. Paula chegou ao Hospital Geral de Tameside no dia 5 de março de 2024, reclamando de intensa dor no peito que se irradiava por suas costas e ombros.

Os sintomas apontavam para uma possível dissecção da aorta, uma condição grave que pode resultar em hemorragia interna. No entanto, mesmo com o histórico familiar — seu pai faleceu de um ataque cardíaco aos 45 anos —, essa possibilidade não foi considerada pelos médicos.

Paula foi atendida às 10h30 e, após exames, recebeu o diagnóstico de doença do refluxo gastroesofágico (DRGE). Ela recebeu alta algumas horas depois, por volta das 15h, levando consigo apenas uma receita para medicamentos para indigestão, mesmo ainda apresentando dores. Três dias depois, em casa, ela desmaiou e faleceu, em 8 de março.

Familiares buscam justiça

A irmã de Paula, Lesley Ivers, expressou a dor da perda: "Paula era uma filha, irmã, amiga e, acima de tudo, uma mãe muito amada. Ela dedicou quase 25 anos ao NHS e, quando precisou do serviço, foi gravemente decepcionada."

Em busca de respostas, a família contratou advogados especializados em negligência médica. O Tameside and Glossop Integrated Care NHS Foundation Trust reconheceu, em uma ação civil, que houve falhas no atendimento e que, com os devidos cuidados, Paula provavelmente teria sobrevivido.

O hospital admitiu que confiar no diagnóstico de refluxo ácido sem considerar a dissecção da aorta e não realizar os exames necessários foi uma negligência grave. Se tivessem investigado corretamente, Paula poderia ter sido submetida a uma cirurgia de emergência, aumentando suas chances de sobrevivência.

Reflexões dolorosas

"Embora tenhamos respostas, nada compensará o que aconteceu. Nossa família nunca mais será a mesma, mas a filha de Paula crescerá sabendo o quanto ela a amava", lamentou Lesley. A história de Paula nos lembra da importância de um atendimento médico eficiente e da necessidade de ouvir os sinais que o corpo nos dá.

Fonte: www.folhape.com.br