AIEA alerta sobre falhas no fornecimento de energia na usina nuclear de Zaporizhzhia, na Ucrânia
Interrupções no abastecimento externo aumentam preocupações sobre segurança da instalação, ocupada por forças russas.
Nesta quinta-feira (6), a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão de supervisão nuclear da ONU, fez um alerta sério sobre as frequentes interrupções no fornecimento de energia para a usina nuclear de Zaporizhzhia. A planta, que está sob ocupação russa desde março de 2022, está enfrentando cortes de energia que comprometem suas operações essenciais, enquanto o conflito na região continua.
Cortes de energia seguem em ascensão
De acordo com a AIEA, a usina, situada perto da linha de frente da guerra, sofreu interrupções no fornecimento externo de eletricidade em 24 ocasiões, com metade delas ocorrendo apenas nos últimos quatro meses. Os geradores a diesel de emergência têm sido utilizados para garantir energia suficiente para funções críticas de resfriamento e segurança.
A mais recente interrupção ocorreu na terça-feira, mas ainda não há informações sobre suas causas, conforme relatou a AIEA. Rafael Grossi, diretor-geral da agência, destacou que essa situação é "profundamente preocupante" e "claramente insustentável".
Atividade militar próxima à planta
Além dos problemas com a energia, a equipe que trabalha na usina relata ouvir atividade militar intensa, incluindo explosões, diversas vezes ao dia, muitas vezes em proximidade imediata da instalação. A AIEA reiterou a necessidade de "máxima contenção militar" na área, dada a vulnerabilidade do local.
Impactos diretos na segurança nuclear
Os seis reatores da usina de Zaporizhzhia permanecem desligados desde a ocupação, mas necessitam de eletricidade para manter seus sistemas de resfriamento e segurança. O aumento de atividades de combate ao redor da planta levanta preocupações adicionais sobre a segurança nuclear não apenas da Ucrânia, mas também da Europa, considerando que Zaporizhzhia é a maior usina nuclear do continente.
A situação ressalta a necessidade urgente de uma solução sustentável que garanta a segurança da usina e a estabilidade na região, à medida que as hostilidades persistem.
Fonte: www.folhape.com.br







