US Air Force Acelera Cronograma do Sucessor do Reaper Após Perdas no Irã: O que Isso Significa para a Segurança Aérea?

Força Aérea dos EUA Acelera Substituição do Drone MQ-9A Reaper Após Perdas em Combate

Novas diretrizes buscam um sucessor mais barato e fácil de substituir.

A Força Aérea dos Estados Unidos anunciou uma aceleração no desenvolvimento de um novo drone que substituirá o MQ-9A Reaper, após perdas significativas em combate que geraram preocupações sobre a durabilidade desse modelo. A decisão foi divulgada no dia 3 de setembro, quando oficiais da Força Aérea se reuniram com jornalistas no Pentágono.

Urgência na Substituição

O tenente-general Christopher Niemi, responsável pela modernização da Força Aérea, revelou que a discussão sobre o novo drone já estava em andamento, dado que o MQ-9A está envelhecendo rapidamente. “Embora tenhamos muitos MQ-9A atualmente, estamos perdendo-os em um ritmo que nos preocupa”, declarou Niemi.

Com o atual estoque reduzido a cerca de 135 aeronaves, aproximadamente 54 a menos do que o piso de 189 unidades, a pressa se tornou evidente. O secretário da Força Aérea, Troy Meink, já havia solicitado que a meta de produção de 20 aeronaves prontas até 2031 fosse adiantada em dois anos.

Desafios na Manutenção da Frota

A reposição da frota de drones está se mostrando um grande desafio. A General Atomics, fabricante do MQ-9A, anunciou em 2025 o encerramento da produção desse modelo, e, segundo o tenente-general David Tabor, a Força Aérea busca adquirir alguns dos fuselagens MQ-9A existentes para suprir a demanda a curto prazo. Niemi também enfatizou as limitações orçamentárias que tornam a compra de um grande número de unidades do modelo MQ-9B SkyGuardian inviável.

Perdas recentes exacerbadas por operações militares no Irã geraram novas estatísticas alarmantes. Relatórios indicam que cerca de 25% da frota de Reapers foi perdida, levantando questões sobre a prestação de contas do Pentágono ao Congresso.

Novo Programa de Desenvolvimento de Drones

Para enfrentar esses desafios, a Força Aérea lançou o programa de Aeronaves Modulares em Massa, ou MMA, com a intenção de desenvolver um drone mais econômico e de fácil produção. A solicitação para propostas foi aberta em julho, buscando um modelo que pudesse executar missões semelhantes às do Reaper, com um custo que permita absorver perdas. O objetivo é que o novo drone tenha capacidade de carga de pelo menos 1.270 quilos e alcance de até 14.800 quilômetros.

Niemi indicou que o custo do MMA deve girar em torno de US$ 10 milhões por unidade, comparado aos US$ 20 milhões projetados para os veículos aéreos do programa de Aeronaves de Combate Colaborativo. Contudo, esses valores não incluem o equipamento completo para operações.

Expectativas Futuras

Com os primeiros modelos do MMA utilizando tecnologias já testadas, a intenção é garantir um custo acessível e prazos de entrega mais rápidos. A General Atomics já apresentou uma proposta chamada Wildfire, que promete atender às exigências do MMA, embora os detalhes sobre suas capacidades ainda não tenham sido divulgados.

Os responsáveis pela Força Aérea esperam anunciar os vencedores do processo de refinamento do conceito MMA no primeiro trimestre do ano fiscal de 2027. Contudo, um novo cronograma ainda não foi definido, de acordo com as últimas informações.

A situação atual ressalta a urgência em resolver as lacunas na frota de drones da Força Aérea, uma necessidade que se intensificou diante dos desafios enfrentados em campo de batalha.

Fonte: www.defensenews.com