A Força Aérea dos EUA Desenvolve Drones Alvo Inovadores para Treinamento Militar
Nova iniciativa busca replicar uma ampla gama de aeronaves, de drones simples a bombardeiros avançados.
A Força Aérea dos Estados Unidos está em busca de desenvolver drones alvo que simulem com precisão diversos tipos de aeronaves, desde caças furtivos a bombardeiros pesados. O objetivo é criar uma família de drones que represente toda a gama de ameaças aéreas, incluindo desde drones acessíveis, que podem ser considerados "de hobby", até as aeronaves mais sofisticadas utilizadas por adversários.
O edital para informação (RFI) caduca no dia 28 de setembro, e destaca que as novas aeronaves não apenas devem ser funcionalmente efetivas, mas também suficientemente econômicas para que seu uso possa ser considerado descartável quando necessário.
Inovação do Setor Privado
Com a intenção de impulsionar a inovação, o Pentágono busca soluções de empresas privadas, abrangendo ideias comerciais, modificações, usos duais e alternativas que não exigem desenvolvimento. O governo está especialmente interessado em iniciativas que apresentem vantagens em custo, escalabilidade e simplicidade em relação aos sistemas legados.
Capacidades Variadas
Os novos drones alvo terão que simular uma gama ampla de capacidades. Para aeronaves de combate, é esperado que apresentem características como:
- Capacidades supersônicas, podendo ultrapassar Mach 1.6 a altitudes acima de 40.000 pés.
- Manobras de combate ágeis, com alta capacidade de resistência.
- Perfis de radar que minimizem a detecção.
Para aeronaves de grande porte, como as do tipo C-130, a prioridade será em imitar escala física, voos lentos em sub-sônicos e características de propulsão de aeronaves multimotorizadas. Já para bombardeiros estratégicos, serão considerados aspectos como dimensões físicas maciças e assinaturas térmicas multifasciais.
Histórico de Drones Alvo
Os drones controlados remotamente têm sido uma ferramenta no treinamento militar desde a década de 1930, como demonstrado por modelos como o "Queen Bee", um conversão do avião de treinamento Tiger Moth. Desde 2007, a Força Aérea utiliza o BQM-167A, um drone subsonico e subescalado, que, em comparação com os modernos caças furtivos, mostra-se insuficiente para simular adequadamente as ameaças atuais.
Além disso, há o QF-16, um F-16 adaptado que atua como alvo de tamanho real, mas que também não se destina a simular caças de quinta geração ou aeronaves grandes, sendo muito caro para uma utilização em massa.
Essa nova iniciativa reflete a necessidade da Força Aérea de se adaptar a um cenário de combate em evolução, onde a habilidade de simular uma variedade de ameaças aéreas é crucial para o treinamento eficaz das tropas.
Fonte: www.defensenews.com







