Exército dos EUA Busca Novo Míssil para Combater Drones Pequenos
Objetivo é desenvolver uma arma de resposta rápida e custo acessível até 2028.
O Exército dos Estados Unidos está em busca de um novo míssil superfície-ar com o objetivo de neutralizar drones de pequeno porte. Esse projeto, conhecido como Next Generation C-sUAS Missile (Míssil de Nova Geração contra Sistemas Não Tripulados), surge em um contexto em que a luta contra drones se intensifica, exigindo soluções mais eficazes e econômicas.
Desenvolvimento Rápido
De acordo com um aviso publicado pelo Exército, a meta é criar um míssil com alcance e capacidade aprimorados para lidar com ameaças de drones classificados como Grupo 2 e Grupo 3. O prazo para a entrega de propostas é 20 de agosto.
As especificações iniciais indicam que o míssil deve ser capaz de interceptar drones a altitudes de até 6 km e com um alcance superior a 16 km. O objetivo final é atingir drones que voem a 8 km de altura, com um alcance de 25 km, utilizando um sistema de guia por radar.
Integração e Eficiência
O novo sistema de mísseis será compatível com o atual sistema Coyote C-UAS, que já está em uso pelo Exército. A intenção é garantir que o NGCM possa ser integrado ao sistema existente, permitindo lançamentos rápidos e uma diminuição no tempo de resposta.
Os drones-alvo são classificados pelo Departamento de Defesa dos EUA. Drones do Grupo 2 têm peso de até 25 quilos e operam a menos de 1.050 metros, enquanto os do Grupo 3 podem pesar até 600 quilos e voam abaixo de 5.490 metros.
Velocidade e Preparação
O Exército estipula que o míssil deve estar pronto para ser lançado em menos de cinco segundos após o comando. Além disso, ele precisa ser compatível com sistemas de defesa aérea existentes, como os radares Sentinel A3/A4 e TPQ-53.
O plano é desenvolver duas versões do sistema: uma fixa, equipada com diversos sensores, e uma móvel, que será montada em veículos táticos para operar tanto em locais parados quanto em movimento.
Custo e Projeções Futuras
O Exército espera alcançar um nível de prontidão tecnológica para testes em campo até o final do ano fiscal de 2027. Para isso, empresas contratadas precisarão ter 50 mísseis prontos para avaliação operacional até início de 2028.
Um dos pontos críticos levantados é o custo. O Exército busca mísseis a menos de 150 mil dólares cada, em um lote de 5.000 unidades. Embora esse valor seja significativamente inferior ao míssil Patriot, que custa cerca de 4 milhões de dólares, a economia ainda é questionada, sobretudo considerando que um drone Shahed-136 do Irã custa aproximadamente 35 mil dólares.
O desafio econômico está levando o Exército a considerar alternativas, como lasers anti-drone, que prometem um custo por disparo muito menor. Contudo, a utilização de mísseis ainda é vista como uma opção viável em condições climáticas adversas, onde os feixes de laser podem falhar.
Essa movimentação do Exército dos EUA aponta para um futuro onde a guerra cibernética e a utilização de drones exigirão investimentos significativos em tecnologia de defesa.
Fonte: www.defensenews.com








