Falta de Medidas Ambientais das Engenheiras do Exército dos EUA Gera Preocupações
Relatório aponta que mais de 50 projetos não consideraram proteção ao meio ambiente nos últimos cinco anos.
Nos últimos cinco anos, o Corpo de Engenheiros do Exército dos Estados Unidos não tomou medidas para mitigar danos ambientais em mais de 50 projetos. Essa informação veio à tona em um relatório da Escritório de Contabilidade do Governo (GAO), que também destacou a falta de explicações detalhadas dadas ao Congresso sobre essas decisões.
Baixos índices de proteção ambiental
Entre os 74 projetos civis submetidos ao Congresso para aprovação de 2020 a 2025, apenas em 22 foram propostas ações para prevenir danos ao meio ambiente. O restante, totalizando 52 projetos, foi considerado sem a necessidade de tais medidas, mas a justificativa para essa escolha não foi detalhada, segundo o relatório.
Responsabilidades do Corpo de Engenheiros
O Corpo de Engenheiros é responsável por melhorar canais de navegação e restaurar habitats aquáticos em todo o país. Por lei, a organização deve apresentar relatórios claros ao Congresso, informando se seus projetos requerem medidas para proteger a vida selvagem e o meio ambiente. A expectativa é que os engenheiros planejem ações que evitem ou minimizem danos ecológicos, como o reforço de margens de rios e a restauração de áreas úmidas.
Queda nas decisões de mitigação
Uma análise do GAO revelou uma queda acentuada nas decisões do Corpo de Engenheiros em implementar planos de proteção ambiental entre 2022 e 2025. Por exemplo, em 2024, apenas um dos 13 projetos avaliados foi considerado necessário para receber medidas de proteção, e em 2025 não foi registrado nenhum plano de mitigação.
Demandas por mais transparência
O relatório do GAO também observou que a maioria dos documentos enviados ao Congresso durante esse período continha informações vagas, sem esclarecer como o Corpo de Engenheiros tomou suas decisões. Em resposta, a GAO recomendou que o Exército estabelecesse diretrizes claras para que o Corpo documentasse como essas decisões são feitas, garantindo maior transparência para o Congresso e o público.
Reação do Exército dos EUA
Em uma carta datada de 16 de setembro, D. Lee Forsgren, um alto funcionário do Exército, contestou as recomendações do GAO. Ele argumentou que os relatórios de projetos já fornecem informações técnicas suficientes para que tomadores de decisão e o público compreendam quando a mitigação de habitats está incluída nas recomendações finais.
Conforme a situação se desenrola, as preocupações sobre a proteção ambiental e a transparência nas ações do Corpo de Engenheiros continuam a ser um tema de debate.
Fonte: www.defensenews.com








