Forças Armadas dos EUA Interceptam Petroleiro Iraniano em Ação na Região do Estreito de Hormuz
Operação ocorre em meio a tensões e esforços para um acordo entre Estados Unidos e Irã
Na última quarta-feira, 3 de outubro, forças militares dos Estados Unidos interceptaram um petroleiro de bandeira iraniana, o M/T Hasna, que navegava em direção a um porto no Irã, desrespeitando o bloqueio imposto pela Marinha dos EUA. A ação foi confirmada pelo Comando Central dos EUA.
Avisos e Intervenção
De acordo com a Central Command, a embarcação foi monitorada enquanto transitava pelo Golfo de Omã. Antes da intervenção, diversas advertências foram feitas à tripulação do Hasna. Quando os comandos não foram atendidos, a Marinha norte-americana decidiu desabilitar o leme do navio ao abrir fogo com um canhão de 20mm a partir de um caça F/A-18 Super Hornet, lançado do porta-aviões USS Abraham Lincoln.
A imposição do bloqueio no Estreito de Hormuz ocorreu em 12 de abril, após o ex-presidente Donald Trump declarar que os EUA iriam interceptar embarcações que tentassem entrar ou sair de ports iranianos.
Operação Projeto Liberdade
Na última segunda-feira, 2 de outubro, o Comando Central começou a apoiar a "Operação Projeto Liberdade", uma ação militar destinada a proteger navios comerciais na região. Neste mesmo dia, seis embarcações pequenas iranianas, além de mísseis de cruzeiro e drones enviados pela Guarda Revolucionária, foram destruídos durante um confronto.
Embora a intervenção tenha gerado preocupação, um cessar-fogo de quatro semanas se mantém, conforme afirmado pelo General Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto, em uma coletiva na terça-feira.
Mudança de Rumos nas Negociações
Contudo, a Operação Projeto Liberdade foi brevemente suspensa. Trump anunciou em sua conta oficial na rede Truth Social que as atividades seriam pausadas temporariamente para facilitar negociações de um acordo com o Irã. As partes estariam em conversações para assinar um memorando visando o fim do conflito.
Atualmente, uma frota de navios de guerra da Marinha, helicópteros de ataque do Exército, caças da Força Aérea e cerca de 15.000 militares estão posicionados ao longo do Estreito de Hormuz, evidenciando a tensão na área estratégica.
Fonte: www.defensenews.com





