Marinha dos EUA firma contrato de US$ 562 milhões com Boeing para produção do MQ-25A Stingray
Novo modelo de aeronave não tripulada será um marco nas operações navais, aumentando a eficiência do combate aéreo.
A Marinha dos Estados Unidos anunciou na última segunda-feira a assinatura de um contrato de US$ 562 milhões com a Boeing para iniciar a produção do lote inicial do MQ-25A Stingray, um importante passo rumo à modernização de suas operações aéreas. Este drone estará entre os primeiros modelos de reabastecimento não tripulado de aviação da Defesa dos EUA.
Contexto do contrato
O anuncio foi feito durante uma audiência na Comissão de Serviços Armados do Senado, pelo Secretário interino da Marinha, Hung Cao, que já havia falado sobre a produção e implantação do modelo em maio. O MQ-25A Stingray será a primeira aeronave não tripulada baseada em porta-aviões da Marinha, projetada para facilitar as operações dos jatos F/A-18 Super Hornet, permitindo que esses aviões se concentrem em missões de ataque.
Características do MQ-25A Stingray
O novo modelo de drone tem a capacidade de transportar pelo menos 6.350 quilos de combustível e operar em um raio de aproximadamente 926 quilômetros. O contrato inclui a produção de três unidades do lote inicial, além de financiamento para componentes que apoiarão mais três aeronaves do lote seguinte, com entregas programadas para 2029.
Desafios na produção
Apesar do avanço, a produção do MQ-25A enfrentou vários obstáculos. O primeiro teste bem-sucedido ocorreu em 25 de abril, mas ficou um ano atrás das previsões originais. A Marinha calcula que os testes de voo continuarão até o final deste ano. Segundo um relatório do Pentágono, a obtenção da capacidade operacional inicial do Stingray pode atrasar até 2029, quatro anos além do previsto.
Perspectivas futuras
A produção do MQ-25A representa uma evolução nas operações navais, especialmente com a USS Theodore Roosevelt se tornando o primeiro porta-aviões da Marinha equipado com um Centro de Guerra Aérea Não Tripulada, necessário para suportar operações com o Stingray.
Originalmente concebido para ser um drone stealth de vigilância e ataque, o projeto evoluiu ao longo do tempo, ajustando-se às demandas do Pentágono e da GAO para um foco mais específico no reabastecimento aéreo. A mudança de direção aconteceu em 2016, quando a Marinha decidiu priorizar uma missão baseada em porta-aviões para a nova aeronave.
Com essa nova fase, a Marinha dos EUA se prepara para uma nova era nas operações aéreas, buscando aumentar sua eficiência e capacidade de combate no mar.
Fonte: www.defensenews.com








