Lançamento bem-sucedido de satélite fortalece cooperação entre EUA e Japão na segurança espacial
Sensor da Força Espacial dos EUA é colocado em órbita para monitorar atividades no espaço geossíncrono.
A Força Espacial dos EUA anunciou a bem-sucedida colocação de um novo sensor em órbita, realizado no dia 10 de agosto. O lançamento ocorreu a partir do Centro Espacial de Tanegashima, no Japão, por meio de um foguete H3, e marca a conclusão de uma iniciativa bilateral entre os Estados Unidos e o Japão, que visa fortalecer a segurança no espaço.
O que é o Quasi-Zenith Satellite System?
O sensor faz parte do programa Quasi-Zenith Satellite System-Hosted Payload, que representa a primeira parceria de segurança espacial desse tipo entre os dois países. O novo equipamento permitirá a coleta de dados em quase tempo real, aprimorando a compreensão da Força Espacial dos EUA sobre as atividades que ocorrem em órbita geossíncrona, a cerca de 35.800 km da Terra. Esta órbita é crucial, pois os satélites nessa localização permanecem fixos sobre um mesmo ponto.
Operação e objetivo do novo sensor
O comando da Missão Delta 2 será responsável pela operação do sensor, que tem como função identificar e rastrear objetos no espaço, contribuindo para a identificação de potenciais ameaças e oportunidades. O satélite QZS-7, projetado pela Mitsubishi Electric, tem como objetivo principal complementar os sinais do GPS no Japão e em áreas vizinhas.
Colaboração e desenvolvimento do projeto
Ambos os sensores do programa foram projetados e construídos pelo Lincoln Laboratory do Massachusetts Institute of Technology (MIT). A integração e os testes do segundo sensor envolveram a colaboração entre equipes da Força Espacial e parceiros japoneses durante dois anos.
Importância da parceria EUA-Japão
O coronel Bryon McClain, executivo de aquisições da Força Espacial, destacou que o lançamento do QZS-7 é uma demonstração da força contínua da aliança EUA-Japão e da modernização rápida das capacidades espaciais. Ele ressaltou a importância de uma colaboração eficaz para garantir a segurança em um ambiente espacial contestado.
A coronel Gina Peterson, subcomandante da Missão Delta 2, complementou que essa parceria ajuda a Força Espacial a enfrentar ameaças de adversários e a estabelecer capacidades resilientes para detectar e monitorar objetos no espaço profundo.
Histórico e perspectivas futuras
A primeira parte desse programa foi lançada em fevereiro de 2025, através do satélite QZS-6. As operações dos dois sensores serão gerenciadas a partir do Multi-Mission Space Operations Center, em Colorado. A parceria entre EUA e Japão começou com um acordo em dezembro de 2020, estabelecendo as bases para uma colaboração que busca aprimorar a segurança espacial na região do Indo-Pacífico.
O brigadeiro-general Brian Denaro, comandante das Forças Espaciais dos EUA no Pacífico, considera esta aliança uma das maiores vantagens estratégicas do país na região e um exemplo de como a colaboração entre as nações pode fortalecer a segurança global.
Fonte: www.defensenews.com







