USS Gerald R. Ford Retorna Após 11 Meses de Desdobramento: Tudo o Que Você Precisa Saber!

O USS Gerald R. Ford, o Maior Porta-aviões do Mundo, Retorna Após Longa Missão

Finalmente de volta a casa, o porta-aviões que quebrou recordes na Marinha dos EUA traz consigo histórias de superação e desafios enfrentados na missão.

O USS Gerald R. Ford, o maior porta-aviões do mundo, retorna ao seu porto de origem, na Estação Naval de Norfolk, na Virgínia, após uma impressionante missão que durou mais de 320 dias em alto-mar. O comandante da Marinha, almirante Daryl Caudle, confirmou a chegada da embarcação neste fim de semana, marcando o maior período de implantação de um porta-aviões desde a Guerra do Vietnã.

Caudle destacou a importância do retorno do navio, afirmando: “Vamos dar as boas-vindas aos nossos heróis no sábado. É um navio extraordinário, com uma tripulação e um grupo de ataque extraordinários. Estou extremamente orgulhoso dos marinheiros”.

Missões no Oriente Médio e no Caribe

Durante sua longa missão, o Gerald R. Ford operou principalmente no Oriente Médio em apoio ao Comando Central dos EUA e à Operação Epic Fury, voltada contra o Irã. Antes disso, participou de operações no Caribe, incluindo a Operação Southern Spear e a Operação Absolute Resolve.

O grupo aéreo embarcado no porta-aviões, o Carrier Air Wing 8, já está de volta às suas bases desde segunda-feira, refletindo o término dessa importante missão.

Um Recorde Histórico

A missão do Gerald R. Ford começou em 24 de junho de 2025 e rapidamente se tornou marcante. Em 15 de abril de 2026, o porta-aviões quebrou o recorde anterior, superando os 295 dias de implantação do porta-aviões USS Abraham Lincoln em 2020. No entanto, a jornada não foi isenta de complicações.

Desafios Durante a Missão

Durante a missão, o porta-aviões enfrentou problemas significativos, incluindo um incêndio não relacionado a combate que ocorreu em 12 de março, ferindo dois marinheiros e forçando outros a serem retirados para avaliação médica. O incidente afetou mais de 600 membros da tripulação, que perderam acesso a seus camarotes e, em alguns casos, foram forçados a dormir no chão.

Adicionalmente, problemas sérios com encanamentos resultaram em dificuldades para cerca de 650 banheiros a bordo, com os marinheiros solicitando assistência em 42 ocasiões desde 2023.

Após reparos em Souda Bay, na Grécia, e Split, na Croácia, o porta-aviões voltou ao mar em abril, continua a ser um exemplo do poderoso alcance da Marinha dos EUA, mesmo enfrentando desafios inesperados.

O retorno do USS Gerald R. Ford não apenas marca o fim de uma missão histórica, mas também ressalta a resiliência dos marinheiros que servem em condições desafiadoras em prol da segurança e dos interesses dos Estados Unidos.

Fonte: www.defensenews.com