Trump Desmente Preocupações sobre Condições a Bordo de Porta-Aviões: O Que Realmente Acontece?

Troca de Porta-Aviões: Trump Desconsidera Preocupações com a Tripulação do Lincoln

Marinheiros em missão há mais de oito meses receberão novo navio; famílias estão preocupadas com condições a bordo.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, garantiu que não há motivo de preocupação quanto às condições da tripulação do porta-aviões Abraham Lincoln, que está em missão há mais de oito meses. Em coletiva de imprensa, ele anunciou que o Lincoln será substituído pelo porta-aviões George Washington.

Trump foi questionado sobre as famílias dos marinheiros, algumas das quais expressaram apreensão com a longa duração da missão. "Não, não estão preocupadas", respondeu ele, tentando acalmar os ânimos.

Originalmente, o Abraham Lincoln partiu de San Diego, Califórnia, em novembro de 2025, com destino ao Mar do Sul da China, mas foi redirecionado para o Oriente Médio, em meio ao conflito entre Estados Unidos e Irã que teve início em fevereiro deste ano.

Preocupações da Família e Respostas do Governo

Relatos preocupantes sobre a situação a bordo vêm de familiares dos marinheiros, incluindo o desespero de dois tripulantes que, em momentos críticos, tentaram se jogar ao mar. Questionado se a missão havia durado demais, Trump negou, afirmando que a situação estava "longe disso".

Em resposta a essas preocupações, congressistas da oposição, especialmente do partido democrata, exigiram uma explicação do secretário de Defesa, Pete Hegseth. Este, por sua vez, afirmou que a situação havia sido "exagerada".

Um marinheiro do Abraham Lincoln foi resgatado após cair no mar em agosto, e o secretário interino da Marinha, Hung Cao, informou que houveram apenas “casos de saúde mental atendidos, sem perda de vidas”. Ele ainda criticou a imprensa, alegando que tentava retratar os combatentes como vítimas.

Suporte à Tripulação

Para lidar com questões emocionais e de moral entre a tripulação, o Abraham Lincoln conta com apoio psicológico especializado, incluindo cinco capelães, um psicólogo e um assistente social. O secretário interino da Marinha explicou que a extensão da missão se deu em função das exigências dela, ressaltando que o sucesso das operações depende da adaptação da equipe.

A situação real da tripulação ainda gera discussões e requer monitoramento contínuo, enquanto o país se prepara para a transição entre os dois porta-aviões.

Fonte: www.folhape.com.br