Descubra como a Tecnologia Americana Está Presente em Mísseis Balísticos Russos: O que Você Precisa Saber

Título: Componentes Ocultos: EUA e Europa ainda fornecem partes para mísseis russos, alerta Ucrânia

Subtítulo: Apesar das sanções, a Ucrânia denuncia a continuidade do uso de tecnologia americana e europeia em armamentos russos.

Na última semana, um alto funcionário ucraniano revelou que, mesmo após a imposição de quase 24 mil sanções a indivíduos e empresas ligadas à Rússia, diversos componentes fabricados nos Estados Unidos e na Europa continuam sendo utilizados na fabricação de mísseis balísticos russos.

O comissário presidencial ucraniano para políticas de sanções, Vladyslav Vlasiuk, apresentou em uma coletiva de imprensa em 25 de agosto uma série de partes estrangeiras recuperadas de mísseis balísticos da Rússia. Os componentes estavam dispostos em uma mesa decorada com miniaturas das bandeiras dos países de origem. Entre os itens, destacaram-se peças de mísseis Iskander e projéteis da família 48N6, utilizados em lançadores S-400. Essas partes foram localizadas em armamentos que mostraram tecnologias de países como Estados Unidos, Japão, Alemanha, Taiwan, França, Reino Unido e Suíça.

EUA são os principais fornecedores

Vlasiuk destacou que os Estados Unidos se destacam como os principais fornecedores. "Nos sistemas balísticos, os EUA são os líderes, especialmente porque esses mísseis exigem uma qualidade superior nas suas características", comentou. Uma investigação realizada em 2024 já havia descoberto que cerca de 70% dos componentes estrangeiros encontrados em mísseis russos eram oriundos de empresas americanas.

Apesar da rigorosa aplicação de sanções, os fabricantes de mísseis na Rússia continuam a obter eletrônicos sensíveis por meio de intermediários de países terceiros, que podem facilmente substituir fornecedores sancionados. Essa situação cria uma brecha que permite à Rússia acessar tecnologia de empresas ocidentais, incluindo Nvidia e Texas Instruments.

Consequências para o esforço bélico da Ucrânia

Com a produção de mísseis balísticos e de alta velocidade na Rússia superando 100 unidades mensais, a Ucrânia está enfrentando uma escassez crítica de interceptadores. As Forças Armadas ucranianas relatam que os aliados globais estão fornecendo apenas 50 a 60 interceptores Patriot por mês, o que é insuficiente diante do número crescente de ataques com drones e mísseis.

Diante dessa situação, a Ucrânia busca o apoio de seus parceiros para implementar novas sanções que bloqueiem o fornecimento de eletrônicos e materiais químicos para os fabricantes russos de mísseis. Vlasiuk sugeriu um plano em três etapas: sincronizar designações entre os fabricantes de mísseis identificados, impor restrições setoriais em cerca de 110 materiais utilizados na produção de mísseis e endurecer a licença de exportação de eletrônicos sensíveis.

A Ucrânia pede à União Europeia a aprovação urgente de um pacote de sanções focado na cadeia de armamentos balísticos da Rússia, com expectativa de realização ainda em setembro, seguido por outra rodada em outubro.

Lobby em Washington

Vlasiuk também está em Washington para pressionar os membros da Câmara dos Representantes a aprovar a "Lindsey O. Graham Sanctioning Russia and Iran Act of 2026", já aprovada pelo Senado, que visa tapar essas lacunas nas sanções.

Embora o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, tenha hesitado em apoiar a legislação sobre sanções a Rússia por quase um ano, a pressão internacional e os desenvolvimentos recentes mostraram a importância de um esforço conjunto para restringir o acesso da Rússia a tecnologia ocidental.

Fonte: www.defensenews.com