São Paulo Detém Proporção de Um Idoso para Cada Criança com Menos de 15 Anos
Dados da Fundação Seade revelam uma rápida transformação demográfica no estado até 2025.
São Paulo, em 2025, alcançou uma significativa transformação demográfica: há um idoso para cada pessoa com menos de 15 anos. Segundo uma pesquisa da Fundação Seade, o índice de envelhecimento no estado atingiu 101,0, indicando que existem 101 pessoas com 60 anos ou mais para cada 100 crianças e adolescentes nessa faixa etária.
Crescimento do Índice de Envelhecimento
Esse aumento é acentuado quando observamos a evolução dos dados nas últimas décadas. Entre 1950 e 2025, o índice de envelhecimento em São Paulo cresceu 8,7 vezes. Para se ter uma ideia, entre 2000 e 2025, a proporção de idosos em relação a jovens subiu de 34,1 para 101,0 – um crescimento exponencial.
Atualmente, a estrutura da pirâmide etária no estado apresenta um estreitamento da base, que antes era ampla, constituída por muitas crianças. Com o aumento da expectativa de vida e a redução da fecundidade, essa estrutura está mudando rapidamente.
Lucia Yazaki, porta-voz da Seade, explica que a taxa de fecundidade em São Paulo caiu para 1,5 filho por mulher, enquanto no século passado essa média era de quatro. Ela ressalta que a entrada da geração X, pessoas nascidas entre 1965 e 1980, na terceira idade, também está influenciando essa dinâmica. Somente neste estado, 549 mil cidadãos dessa faixa etária completaram 60 anos.
Demandas Crescentes por Políticas Públicas
Esse cenário gera uma série de demandas que devem ser atendidas em áreas como previdência, saúde e infraestrutura. O grupo de 60 anos ou mais representa agora 6,6% da população idosa do estado. Além disso, existe uma população crescente entre 45 e 60 anos, totalizando 9,2 milhões de habitantes.
Disparidades Regionais no Envelhecimento
A pesquisa também destaca as disparidades regionais em São Paulo. As áreas do sul, como Registro e a Baixada Santista, possuem índices menores de envelhecimento, com 93 idosos para cada 100 crianças. Em contraste, as regiões do norte e noroeste, como Araçatuba e Presidente Prudente, apresentam mais de 120 idosos para cada 100 jovens.
Essas diferenças refletem os variados indicadores de fecundidade e mortalidade nas diferentes localidades, que estão interligados às condições socioeconômicas da população. Apesar das disparidades, todas as regiões estão em tendência de envelhecimento, com índices claramente superiores aos do passado.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br








