China’s First Aircraft Carrier: Como o Padrão de Viagens Evolui nas Águas Disputadas da Ásia

CNS Liaoning, o porta-aviões da China, realiza nova missão no Pacífico Oeste

Navegação estratégica enfatiza o crescimento militar chinês e suas implicações para a segurança regional

O porta-aviões CNS Liaoning, primeiro da frota chinesa, iniciou mais uma missão no Pacífico Oeste, um movimento que captura a atenção de especialistas e vizinhos, dada a relevância estratégica e política da presença militar da China na região. A operação, reportada pela Marinha do Exército de Libertação Popular (PLA Navy), é parte de um cronograma de treinamento anual.

Operações de treinamento no mar

Desde sua conclusão, há 14 anos, o Liaoning já realizou pelo menos seis missões significativas. Em 14 de outubro, a embarcação conduziu um grupo naval para exercícios na região. Segundo a agência oficial Xinhua, a expedição é uma "simulação de combate" que visa "testar e aprimorar a prontidão operacional" da frota.

Reação de países vizinhos

A rotina frequente do Liaoning não passou despercebida por países como Taiwan, Japão e Filipinas, que têm disputas territoriais ou políticas com a China. A presença contínua do porta-aviões nas proximidades desses países elevou as tensões, e o Ministério da Defesa de Taiwan reforçou a vigilância sobre a possibilidade de grandes exercícios militares chineses.

A importância do Liaoning

Especialistas destacam que as missões do Liaoning são parte de um padrão emergente que não apenas treina a frota, mas também demonstra a capacidade militar e a influência política da China. O analista Carl Thayer, da Universidade de New South Wales, salienta que a embarcação reflete a evolução das capacidades navais chinesas, passando de uma "exploradora costeira" para uma "lâmina de alto-mar".

Exercícios e rivalidades

A presença do Liaoning mobilizou reações no Japão, onde o Ministério da Defesa observou aviões de combate decolando e aterrissando a 250 quilômetros de Ishigaki, uma ilha disputada. Este tipo de atividade, segundo o especialista Colin Karotam, é "pouco comum" e acende sinal de alerta em Tóquio, especialmente com a realização de exercícios militares conjuntos entre EUA e Japão, conhecidos como Keen Sword 27, que começaram em 19 de outubro.

Decisões estratégicas

Por fim, o Liaoning, sendo o mais antigo dos três porta-aviões da China, não seria a força de reação imediata em casos de crise, conforme mencionado por Alexander Huang, presidente do Conselho de Estudos Estratégicos e de Guerra em Taipei. Contudo, seu papel nas operações de treinamento é vital para a adoção de novas tecnologias pelos mais modernos porta-aviões da frota, como o CNS Fujian e o CNS Shandong.

A China insiste que as movimentações do Liaoning estão de acordo com a lei internacional e não têm como alvo nenhum país específico, mas os desdobramentos refletem um quadro de rivalidade crescente no Pacífico, com implicações significativas para a segurança regional.

Fonte: www.defensenews.com