A Rússia manifestou oficialmente, nesta quinta-feira (5), seu descontentamento e preocupação com o encerramento do último grande pacto de controle de armamentos entre as potências mundiais. O governo russo afirmou que vê de forma “negativa” o fim do tratado de armas nucleares, conhecido como New START (Novo START), que expirou formalmente nesta data.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, foi o responsável por transmitir o posicionamento de Moscou diante da nova realidade geopolítica. Segundo Peskov, a ausência de um mecanismo de controle mútua representa um retrocesso para a estabilidade internacional. O tratado era o único instrumento que limitava os arsenais nucleares estratégicos de longo alcance das duas nações, que juntas detêm a vasta maioria das ogivas nucleares do planeta.
O que sabemos sobre o fim do tratado de armas nucleares
O encerramento do tratado de armas nucleares ocorre em um momento de tensões agudas entre o Kremlin e a Casa Branca. A Rússia já havia suspendido sua participação no acordo em 2023, alegando que o apoio dos Estados Unidos e da OTAN à Ucrânia tornava a fiscalização das bases russas impossível e injusta sob os termos originais do pacto.
A extinção definitiva do New START significa que, pela primeira vez em décadas, não existem restrições verificáveis sobre o número de ogivas nucleares que os EUA e a Rússia podem manter prontas para uso. O Kremlin reforçou que a responsabilidade pela falta de uma renovação ou de um novo acordo recai sobre a postura de Washington nos últimos anos.
O posicionamento oficial de Moscou
Dmitry Peskov destacou que a Rússia lamenta profundamente que não tenha sido possível chegar a um entendimento para a preservação do controle de armas. Para o governo russo, a segurança global fica mais frágil sem as garantias de transparência que o tratado de armas nucleares proporcionava através de inspeções mútuas e trocas de dados regulares.
“Vemos isso de forma negativa”, sintetizou Peskov ao ser questionado por jornalistas sobre a expiração do prazo. O porta-voz indicou que, embora a Rússia tenha tentado manter canais abertos, o cenário de confronto diplomático e militar indireto impediu qualquer progresso prático para a manutenção do New START.
Impactos na estabilidade global segundo a fonte
Com a queda do tratado de armas nucleares, analistas e o próprio governo russo apontam para um período de incerteza. O acordo original, assinado em 2010 e prorrogado em 2021, limitava cada país a 1.550 ogivas nucleares estrategicamente implantadas. Sem essas travas, a corrida armamentista pode ganhar novos contornos, embora Moscou não tenha detalhado seus próximos passos militares imediatos na declaração de hoje.
A fonte indica que a Rússia mantém sua narrativa de que os Estados Unidos utilizaram o tratado como uma ferramenta política, enquanto ignoravam as preocupações de segurança russas em outras frentes. A expiração hoje sela o fim de uma era de controle de armas que começou ainda durante a Guerra Fria.
A relação com o conflito na Ucrânia
A suspensão e o subsequente fim do tratado de armas nucleares estão intrinsecamente ligados à guerra na Ucrânia. A Rússia reiterou que o fornecimento de armas de longo alcance para Kiev e a assistência de inteligência dos EUA foram fatores determinantes para o colapso do diálogo nuclear. Na visão de Moscou, não faria sentido permitir inspeções americanas em solo russo enquanto os dois países vivem uma “guerra híbrida”.
Conclusão sobre o tratado de armas nucleares
O dia 5 de fevereiro de 2026 marca o fim oficial de uma das últimas barreiras diplomáticas contra a expansão desenfreada de arsenais atômicos. A declaração da Rússia, lamentando o ocorrido, reforça o isolamento diplomático entre as potências. Sem o tratado de armas nucleares, o mundo entra em uma fase onde a confiança é substituída pela vigilância unilateral e pelo aumento do risco de erro de cálculo estratégico.
O Kremlin não sinalizou, até o momento, a intenção de iniciar negociações para um substituto imediato, mantendo a postura de que a iniciativa para retomar o diálogo deve considerar o “novo contexto de segurança” imposto pelo ocidente.
FAQ – Perguntas Frequentes
O que aconteceu com o tratado de armas nucleares hoje?
O tratado New START, último pacto de controle nuclear entre Rússia e EUA, expirou oficialmente em 5 de fevereiro de 2026.
Qual foi a reação da Rússia?
A Rússia, através do porta-voz Dmitry Peskov, declarou que vê o fim do acordo de forma “negativa” e lamentou a extinção do pacto.
Por que o acordo não foi renovado?
Segundo a fonte, a Rússia já havia suspendido o tratado em 2023 devido às tensões relacionadas ao apoio dos EUA à Ucrânia, o que impediu o diálogo para uma nova prorrogação.
Quem é Dmitry Peskov?
Ele é o porta-voz do governo russo (Kremlin) e foi quem comunicou o posicionamento oficial do país sobre o tema.
Quantas ogivas o tratado permitia?
O New START limitava cada país a um máximo de 1.550 ogivas nucleares estratégicas implantadas.
O que muda agora na segurança mundial?
Com o fim do tratado de armas nucleares, deixam de existir inspeções mútuas e limites legais para o tamanho dos arsenais nucleares das duas maiores potências atômicas.

Rafael Monteiro é jornalista especializado em negócios e inovação, com 15+ anos de experiência em cobertura econômica, empreendedorismo e mercado corporativo. Atuou em redações de portais e revistas de finanças, assessorias de imprensa e projetos de conteúdo para empresas de médio e grande porte, acompanhando de perto temas como gestão, marketing, finanças, tecnologia aplicada aos negócios e ambiente regulatório.









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