Mulher tenta matar PM e acaba presa em aeroporto de Campinas antes de fugir para o Nordeste

Uma ocorrência de extrema gravidade mobilizou as forças de segurança de São Paulo no último domingo (15). Uma mulher tenta matar PM da reserva, de 61 anos, e foge logo em seguida, sendo capturada apenas momentos antes de realizar um embarque aéreo. O crime aconteceu em uma residência localizada na zona sul da capital paulista, no bairro Cidade Dutra.

A suspeita, que tem 45 anos, foi detida em flagrante pelas autoridades policiais no Aeroporto de Viracopos, em Campinas. Ela pretendia embarcar em um voo com destino a Petrolina, em Pernambuco, mas foi interceptada antes de deixar o estado. O caso, que envolve disparo de arma de fogo e furto, segue sob investigação da Polícia Civil.

Mulher tenta matar PM: O que sabemos sobre o crime em Cidade Dutra

De acordo com as informações oficiais registradas no boletim de ocorrência, os agentes da Polícia Militar foram acionados para atender a um chamado no bairro Cidade Dutra. Ao chegarem na residência indicada, encontraram o policial militar da reserva caído em um dos quartos.

A vítima estava desacordada e apresentava um ferimento grave na região da cabeça, provocado por um disparo de arma de fogo. Devido à urgência do estado de saúde do homem de 61 anos, foi necessário o acionamento de um helicóptero para o resgate. Ele foi transportado para o Hospital das Clínicas, onde passou por procedimentos cirúrgicos.

Detalhes da investigação e o armamento apreendido

Um ponto que chama a atenção na investigação é que a própria suspeita de 45 anos foi quem fez a ligação para o centro de operações da Polícia Militar. Em sua versão inicial apresentada aos agentes, ela alegou que o disparo teria ocorrido de forma acidental, por volta da 1h da manhã, enquanto ambos manuseavam uma arma de fogo.

Entretanto, a perícia técnica e os agentes que estiveram no local encontraram inconsistências. A arma utilizada no crime não foi localizada dentro da casa. Os policiais conseguiram apreender no imóvel um revólver calibre 38, porém, a perícia indicou que este não foi o armamento utilizado para ferir o policial da reserva. Além do revólver, foram recolhidos:

  • Munições diversas;
  • Aparelhos celulares;
  • Equipamento de gravação de imagens.

As câmeras de segurança instaladas no local foram cruciais para o desdobramento do caso. As imagens analisadas mostram o exato momento em que a mulher deixa a residência sozinha, utilizando um carro de aplicativo para se locomover.

A prisão em Viracopos e a tentativa de fuga para Petrolina

Após deixar a cena do crime, a mulher iniciou um plano de fuga. Através de informações de inteligência, os agentes descobriram que ela havia adquirido uma passagem aérea com destino à cidade de Petrolina, no Sertão de Pernambuco.

Com base nessas informações, policiais se deslocaram até o Aeroporto de Viracopos, em Campinas. A suspeita foi localizada e detida instantes antes de realizar o embarque. Após a detenção, ela foi conduzida ao 11º Distrito Policial para a formalização dos procedimentos legais.

A autoridade policial decretou a prisão em flagrante da mulher pelos crimes de tentativa de homicídio e furto da arma que teria sido utilizada no disparo, já que o objeto desapareceu do local. Ao ser interrogada oficialmente, a acusada optou pelo direito constitucional de permanecer em silêncio.

Desdobramentos jurídicos e o futuro do caso “Mulher tenta matar PM”

Diante da gravidade dos fatos e do risco de fuga comprovado pela tentativa de viagem para outro estado, a Polícia solicitou à Justiça a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva. A investigação continuará para localizar a arma do crime e esclarecer a real motivação do ataque contra o oficial da reserva.

O nome da mulher não foi divulgado pelas autoridades até o momento, seguindo os protocolos de investigação. O estado de saúde do policial militar, após a cirurgia no Hospital das Clínicas, não teve novas atualizações detalhadas na última nota da Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP).

Perguntas Frequentes (FAQ)

O que aconteceu exatamente no caso?

Uma mulher de 45 anos é suspeita de atirar na cabeça de um policial militar da reserva de 61 anos dentro de uma casa na zona sul de São Paulo.

Onde a suspeita foi presa?

Ela foi localizada e presa no Aeroporto de Viracopos, em Campinas, antes de embarcar em um voo.

Para onde a mulher pretendia fugir?

Segundo a polícia, ela já havia comprado uma passagem aérea com destino a Petrolina, em Pernambuco.

Qual foi a alegação da suspeita sobre o disparo?

Ela afirmou à PM que o tiro foi acidental e ocorreu enquanto ambos manuseavam a arma por volta de 1h da manhã.

A arma do crime foi encontrada?

Não. A polícia apreendeu um revólver calibre 38 no local, mas constatou que não foi a arma utilizada no crime. A suspeita é de que ela tenha furtado a arma do disparo.

Como a polícia identificou a fuga?

Através de imagens de câmeras de segurança que a mostraram saindo sozinha em um carro de aplicativo e informações sobre a compra da passagem aérea.

Quais crimes foram atribuídos à mulher?

Ela foi autuada em flagrante por tentativa de homicídio e furto.