Os EUA Estão Faltando Tomahawk? Descubra a Realidade com a Análise dos Especialistas!

EUA lançam mais de 850 mísseis Tomahawk em guerra conjunta com Israel contra o Irã

Oito semanas após o início da Operação Epic Fury, o uso intenso dos mísseis levanta preocupações sobre a capacidade militar futura dos Estados Unidos.

Na última semana, o Washington Post revelou que os Estados Unidos utilizaram pelo menos 850 mísseis de cruzeiro Tomahawk em um mês de operações na guerra conjunta with Israel contra o Irã. Esse número é considerado alarmante, superando significativamente o uso de mísseis em conflitos anteriores, conforme análise do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS).

Arsenal de mísseis Tomahawk

Embora o Departamento de Defesa não divulgue o número exato de Tomahawks disponíveis, estima-se que os EUA ainda possuam cerca de 3.000 desses mísseis em seu arsenal. A sofisticação do Tomahawk, que pode atingir alvos a até 1.600 quilômetros de distância e é controlado via satélite, coloca-o como um dos principais instrumentos de guerra moderna.

Mark Cancian, do CSIS, destacou que as preocupações dentro do Pentágono vão além da Operação Epic Fury. Há um receio de que o uso intenso dos mísseis possa prejudicar os compromissos de segurança dos EUA em outras regiões, principalmente no que se refere à contenção da China.

Eficácia e estratégia dos mísseis

Os Tomahawks, que custam cerca de US$ 3,5 milhões cada, foram inicialmente usados nas fases iniciais da operação para neutralizar a defesa aérea iraniana. Após a obtenção da superioridade aérea, o número de lançamentos começou a diminuir, à medida que se tornou mais viável utilizar armamentos de menor custo, como os kits de guias JDAM, que são significativamente mais baratos e não exigem aproximação.

“Os Tomahawks são flexíveis e, ao serem lançados do mar, permitem que as forças dos EUA mantenham distância das defesas inimigas”, afirmou Cancian em entrevista.

Consequências para outras operações

O uso intensivo do Tomahawk levanta preocupações sobre seus estoques em outros teatros de operação, como na Europa e no Pacífico, especialmente em um possível conflito com a China em torno de Taiwan. A rápida depleção dos mísseis pode afetar gravemente a capacidade de resposta dos EUA em crises futuras.

Outro ponto destacado por Cancian é que, mesmo com a alta eficácia dos Tomahawks, o arsenal de Patriot e outros sistemas de defesa deve ser preservado para garantir a proteção de aliados e a segurança em áreas estratégicas. Atualmente, ainda há cerca de 3.000 mísseis Patriot disponíveis, o que oferece uma margem de segurança a curto prazo.

Recuperação dos estoques

A capacidade dos EUA de repor os mísseis Tomahawk gastos é uma questão em discussão desde a administração Biden e continua a ser uma prioridade. Segundo Cancian, o tempo estimado para repor os 850 a 1.000 mísseis utilizados é de dois a três anos, uma vez que a produção precisa ser acelerada.

Os desafios logísticos e a manutenção dos estoques suficientes para várias frentes de batalha são agora uma preocupação central para as estratégias militares dos EUA.

Com a segurança global em jogo, as decisões sobre a utilização de armas e a alocação de recursos se tornaram ainda mais cruciais, refletindo a complexidade e a gravidade do cenário atual.

Fonte: www.defensenews.com