Trump Estende Prazo ao Irã e Fala Sobre Possibilidade de Acordo
Presidente dos EUA oferece “imunidade” a negociadores iranianos e adverte sobre consequências da recusa
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma prorrogação de 24 horas para o prazo estipulado ao Irã reabrir o Estreito de Ormuz. A nova data, fixada para a próxima quarta-feira às 24h GMT, foi informada por Trump em sua plataforma Truth Social. Em março, o presidente já havia estendido o prazo anterior por dez dias.
Na manhã de hoje, Trump comentou à emissora Fox News que existe uma “boa chance” de um acordo com o Irã ser concretizado. Ele também mencionou ter oferecido “imunidade” aos negociadores iranianos, com o objetivo de protegê-los de possíveis ataques por parte de Israel ou dos EUA.
O presidente destacou que as negociações atuais não envolvem a possibilidade de o Irã desenvolver armas nucleares, assegurando que o país renunciou a essa ideia. Segundo Trump, a maioria dos pontos discutidos já foi aceita. “O importante é que eles não terão uma arma nuclear. Eles mesmo afirmaram isso”, completou.
Advertências e Consequências
Em entrevista ao Wall Street Journal, Trump reiterou a urgência de reabrir o Estreito. “Se quiserem mantê-lo fechado, perderão todas as centrais elétricas e todas as demais instalações que têm no país”, alertou. Ele se mostrou confiante em uma posição forte dos EUA e previu que, caso não sejam alcançadas negociações, uma campanha de ataques aéreos em larga escala pode ser lançada.
Armas e Grupos Curdo-Iranianos
Durante sua conversa com a Fox News, Trump também mencionou que os Estados Unidos tentaram enviar armas a manifestantes iranianos através de grupos curdos. “Enviamos muitas armas para os manifestantes. Acho que os curdos as tomaram”, afirmou. No entanto, em março, o vice-premier da região autônoma do Curdistão iraquiano, Qubad Talabani, negou que Washington estivesse armando grupos curdos iranianos exilados.
O pano de fundo para essas tensões é um movimento de protesto que começou em dezembro no Irã, motivado pelo aumento do custo de vida e que rapidamente evoluiu para manifestações contra o governo. A situação continua a se desdobrar, com potenciais impactos para a região e para as relações internacionais.
Fonte: www.folhape.com.br








