Navy Considera Construir Navios Fora dos EUA: O Que Isso Pode Significar?

Título: Marinha dos EUA Considera Parcerias Estrangeiras para Aumentar a Produção Naval

Subtítulo: Iniciativa visa melhorar a capacidade de construção de navios diante de desafios de mão de obra interna

A Marinha dos Estados Unidos anunciou, nesta terça-feira, a possibilidade de colaborar com parceiros internacionais para incrementar a construção de seus navios de guerra. A ideia surge em resposta à crescente demanda e à limitação de mão de obra nas fábricas norte-americanas.

Durante uma coletiva de imprensa no Sea-Air-Space 2026 em Washington, o Secretário da Marinha, John Phelan, destacou que a força naval enfrenta dificuldades em atender suas necessidades de montagem e manutenção. “Estamos abertos a todas as opções. Precisamos avaliar as implicações de cada uma e decidir o que faz sentido”, declarou.

Experiências Positivas com Parceiros Estrangeiros

Phelan mencionou os resultados anteriores de colaborações com o Japão e a Coreia do Sul, que podem aliviar a pressão sobre a força de trabalho naval dos EUA. No último ano, empresas coreanas como HD Hyundai Heavy Industries e Hanwha Ocean garantiram três contratos de manutenção com a Marinha, servindo especificamente para navios da 7ª Frota, baseada no Japão.

Além disso, o Almirante Daryl Caudle, chefe de operações navais, visitou estaleiros sul-coreanos em novembro de 2025. O objetivo foi aprender sobre práticas de construção que poderiam revitalizar a indústria naval americana.

Mudanças em Contratos e Incentivos

Phelan também anunciou que a Marinha pretende modificar seus contratos, oferecendo bônus para empresas que cumpram prazos, com a condição de que uma parte seja repassada aos trabalhadores. Ele observou que empresas que receberam pedidos múltiplos conseguiram reduzir o tempo de construção de navios em até 11 meses.

Orçamento em Foco

O orçamento proposto de US$ 1,5 trilhões para o Departamento de Defesa em 2027 busca destinar US$ 65,8 bilhões para a construção naval, incluindo 18 novos navios de combate e 16 auxiliares. Essa expansão está alinhada com a iniciativa "Golden Fleet", anunciada pelo ex-presidente Donald Trump.

Atualmente, a frota da Marinha dos EUA conta com cerca de 300 navios, mas há planos para aumentar esse número para 381 nos próximos 30 anos. O desafio agora é garantir que a força naval esteja preparada para as demandas futuras, considerando tanto os esforços internos quanto as colaborações internacionais.

Fonte: www.defensenews.com