ArianeGroup Estuda Produzir Mísseis Balísticos na Alemanha
CEO da empresa destaca a importância da cooperação Franco-Alemã, apesar de desafios em projetos conjuntos
ArianeGroup, a fabricante francesa do lançador espacial Ariane 6 e do míssil balístico M51, está analisando a possibilidade de fabricar mísseis balísticos na Alemanha. A informação foi confirmada pelo CEO da empresa, Christophe Bruneau, em entrevista ao jornal Les Echos.
Bruneau enfatiza a crença em uma colaboração sólida entre França e Alemanha, mesmo diante de dificuldades em projetos como um futuro caça e um novo tanque de combate. Segundo ele, essa parceria é crucial para desenvolver soluções conjuntas, especialmente no setor de defesa.
Necessidade de Mísseis Balísticos na Europa
O executivo destacou que, na atual situação de expansão de conflitos, há um consenso crescente na Europa sobre a necessidade de opções para mísseis balísticos convencionais de longo alcance. Para isso, a França já destinou um orçamento de €1 bilhão (aproximadamente R$ 5,5 bilhões) para iniciar o desenvolvimento de um míssil de superfície com alcance de 2.500 quilômetros, com previsão de conclusão até 2035, podendo ser antecipada para 2030.
Além disso, no mês passado, o país lançou uma versão modernizada do míssil M51, que é parte de seu sistema de dissuasão nuclear marítima. A ArianeGroup é responsável pelo design e pela propulsão desses mísseis.
Fortalecendo o Desenvolvimento na Alemanha
Bruneau afirmou que sua intenção é fortalecer o desenvolvimento da empresa na Alemanha, embora a possibilidade de um investimento alemão na ArianeGroup não esteja em discussão.
Quanto ao futuro dos lançamentos espaciais, o CEO revelou que a Ariane 6 estará pronta a partir de 2028, com a expectativa de realizar de sete a oito lançamentos neste ano, aumentando esse número para 10 por ano. Cada lançamento pode colocar mais de 30 satélites em órbita baixa da Terra, ampliando assim o acesso independente da Europa ao espaço, incluindo para fins militares.
ArianeGroup continua a se firmar como um pilar na estratégia de defesa europeia, refletindo as necessidades de segurança e autonomia do continente.
Fonte: www.defensenews.com







