Título: EUA Intensificam Uso de Inteligência Artificial para Caça a Minas no Estreito de Ormuz
Subtítulo: Investimento de até US$ 100 milhões busca acelerar detecção de minas em uma das rotas marítimas mais importantes do mundo.
A Marinha dos Estados Unidos está aumentando suas capacidades de inteligência artificial (IA) para localizar minas iranianas no Estreito de Ormuz, um dos principais corredores de navegação global. A iniciativa foi revelada por meio de um contrato recentemente assinado que pode chegar a até US$ 100 milhões.
Em meio a um clima tenso entre EUA e Irã, o presidente Donald Trump afirmou que a Marinha está trabalhando para desminar a região, vital para o transporte de petróleo. A interrupção dessas rotas representa um risco crescente para a economia global, e a tarefa de localizar os explosivos subaquáticos pode levar meses, mesmo com um frágil cessar-fogo entre os países.
Acelerando o processo
O contrato foi concedido à Domino Data Lab, uma empresa de inteligência artificial de San Francisco, que pretende agilizar a detecção das minas. Com um software capaz de ensinar drones submarinos a identificar novos tipos de minas em poucos dias, a tecnologia promete redefinir a forma como a naval americana realiza essa tarefa.
Thomas Robinson, COO da Domino, destacou que "a caça a minas costumava ser uma tarefa de navios, mas agora está se tornando trabalho para a IA." Ele acrescentou que a Marinha está investindo em uma plataforma que permitirá o treinamento e a implementação da IA de forma rápida, essencial em águas disputadas que ameaçam o comércio global.
Projeto AMMO: inovação em operações marítimas
Na semana passada, a Marinha anunciou a ampliação do papel da Domino como a base de IA do Projeto AMMO (Aprendizado de Máquina Acelerado para Operações Marítimas), que visa tornar a detecção de minas mais rápida, precisa e menos dependente da intervenção humana.
O software da Domino integra dados de vários tipos de sensores, como sonar de imagem lateral e sistemas de imagem visual. Isso permitirá à Marinha monitorar o desempenho dos diversos modelos de detecção de IA em campo, identificar falhas e realizar correções para melhorar os resultados.
Rapidez em tempos de crise
Uma das principais promessas da tecnologia é a agilidade. Antes da parceria com a Domino, atualizar os modelos de IA para que os veículos subaquáticos não tripulados (UUVs) reconhecessem novas minas poderia levar até seis meses. Agora, a empresa afirma ter reduzido esse tempo para apenas alguns dias.
Robinson também comentou sobre a relevância da tecnologia para a crise no Oriente Médio: “Se houvesse UUVs no Mar Báltico treinados para minas russas e precisassem ser deslocados para o Estreito de Ormuz para detectar minas iranianas, com a tecnologia da Domino, a Marinha poderia estar pronta em uma semana, em vez de um ano."
A Marinha dos EUA ainda não se pronunciou oficialmente sobre o assunto.
Fonte: www.defensenews.com







